38 anos da gravissima colhida do cavaleiro José Varela Crujo

Por Jaime M. Amante.

Este é um dia que recordo com tristeza e mágoa. 
Conheci o José Francisco Varela Crujo no ano de 1972, era ele aluno da Escola de Regentes Agrícola de Évora e eu "bicho" na Escola de Regentes Agrícola de Santarém. 
A Garraiada anual da ERAS realizou-se na Monumental Patrício Cecílio e contou com a sua presença juntamente com o também cavaleiro Brito Limpo, creio também aluno agrícola. Nessa tarde lidaram-se reses do Marquês de Rio Maior.

Desenvolveu uma digna carreira em arenas de Portugal, Espanha e de França, gozando de enorme popularidade neste país, até ao dia 11 de Agosto de 1983, quando sofreu a colhida fatal em Lisboa. Os toiros pertenciam ao ganadeiro alentejano Pontes Dias e Varela Crujo alternava nessa fatídica noite com José Maldonado Cortes e os matadores Mário Coelho e Pepe Câmara. Pegaram os Amadores da Chamusca .

Nesse dia sai de ajuda de moço de espada ao serviço do Maestro Mário Coelho.
Foram momentos angustiantes e trágicos. No final da corrida todos os companheiros deslocaram-se ao Hospital de Santa Maria aguardando noticias positivas. Lembro-me que chegamos a Vila Franca e já era madrugada.

Permaneceu José Francisco Varela Crujo em estado de coma vígil, vindo a falecer no dia 25 de Dezembro de 1987 no Hospital de Beja.

Foi o terceiro cavaleiro a perder a vida na arena lisboeta, depois de Fernando de Oliveira (12 de Maio de 1904) e Joaquim José Correia "Quim-Zé" (16 de Outubro de 1966).

José Varela Crujo

Cartel un día dramático que acabó por ser trágico con el devenir de los meses





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