Segunda edición) "Inteligência em nada artificial") O tão esperado artigo mensal de impacto da Dra. Ester Tereno

"...E chegam uns novilleros, que andam pela arena, angelicais, infantis, sérios e valentes, impecáveis "como se tivessem acabado de ser penteados pela mãe"..."

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by Dra. ESTER TERENO
Foto : ROSALEA RYAN
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Inteligência em nada artificial


Notícias do nosso Portugalinho resumem-se ao calor, à guerra, à Inteligência Artificial, etc.

Comecemos por esta última, muito falada, que substituirá muita função, mas calma, nunca o toureio! 

Acho que deveríamos ter medo é que ao invés desta, a inteligência natural esteja a diminuir.

Deixo uma definição qualquer, de uma pesquisa no Google: 


“A Inteligência Artificial (...) é um avanço tecnológico que permite que sistemas simulem uma inteligência similar à humana (...). 

Assim, podemos definir inteligência artificial, no grosso modo, como a capacidade das máquinas de pensarem como seres humanos: aprender, perceber e decidir quais caminhos seguir, de forma racional, diante de determinadas situações.”


Pois bem, fiz uma pergunta simples, mas que para mim é muito pertinente: A tauromaquia deve ser fomentada nas gerações mais jovens?


A resposta foi: “A questão de fomentar a tauromaquia nas gerações mais jovens é um tópico controverso e debatido. A tauromaquia é uma prática que envolve a lide de touros em espetáculos, como as corridas de touros, e é uma tradição cultural em certos países, como Espanha, Portugal e algumas regiões da América Latina.

Existem opiniões divergentes sobre a tauromaquia. Aqueles que defendem a sua continuidade argumentam que é uma forma de arte e uma tradição cultural importante, com raízes históricas profundas. Eles acreditam que é essencial preservar essa prática para manter viva uma parte da identidade cultural de uma determinada região. Além disso, há quem argumente que a tauromaquia pode ser uma forma de promover o respeito pelos animais, destacando a coragem e habilidade dos toureiros.

No entanto, muitas pessoas são contrárias à tauromaquia, especialmente em relação ao sofrimento infligido aos animais envolvidos. Os oponentes veem a prática como cruel e desumana, alegando que os touros são submetidos a maus-tratos e mortos no final. Eles argumentam que a violência e o sofrimento associados à tauromaquia não devem ser incentivados, especialmente entre as gerações mais jovens. (...)

É importante que as discussões sobre esse assunto levem em consideração os diferentes pontos de vista, incluindo a ética animal, a cultura e a tradição, para que se possa chegar a um equilíbrio entre os interesses envolvidos.”


E é isto, um chorrilho enorme de paninhos quentes, não vá ser que se melindre alguém, e muito erro ainda nas respostas a outras perguntas. 

Mas devemos ficar tranquilos, porque nunca uma “coisa” artificial poderá substituir aquela noção de cosmos que sentimos ao assistir a uma corrida de touros, em que nada é previsível, em que as coisas ora correm bem, ora correm mal, e estão sempre sujeitas à bela grandeza dos nossos limites, da nossa finitude, da nossa condição orgulhosamente mortal.


E fiz a pergunta, precisamente porque considero que se deve apostar mais nas gerações mais novas. A Creche e Jardim Infantil de Benavente é que sabe, que nos comoveu a todos com os seus vídeos por altura da Festa da Sardinha Assada, com os seus meninos a aprenderem as suas tradições. 


Sim, eles é que sabem, outros dirão que não, mas esses são os outros, os que não gostam de touros, mas nem todos podem ser perfeitos.


Porque de jovens e modernos, passámos a antiquados com cheiro a naftalina, incapazes de entender o mundo de hoje, a liberdade e outros conceitos básicos, dizem alguns. Nós, que apenas defendemos o “viva e deixe viver” e não esta coisa de sacristia cor de arco-íris em que estamos, onde à segunda bebida já levamos duas ou três broncas por conta da saúde.

Mas tenho a certeza que muda, vejam-se as festas, cheias de gente em todo o lado! E isto deve ser muito celebrado, porque é um facto comprovado que quanto mais as pessoas se divertem, menos chateiam os outros.

E chegam uns novilleros, que andam pela arena, angelicais, infantis, sérios e valentes, impecáveis "como se tivessem acabado de ser penteados pela mãe". Que maravilha, temos o Tomás Bastos e o Marco Pérez, por exemplo, promessas com todas as qualidades para triunfar, meninos-prodígio, que alegria! 

São estes exemplos que devemos apoiar, porque mantêm o esquema ético da corrida de touros, em que um homem fica diante de um animal, que triangula os seus femorais, enquanto o que pagou entrada, apenas come pipas e desfruta. Isto é a verdadeira meritocracia perante uma sociedade em que, se um miúdo não sabe quantos são dois mais dois, a culpa é de todos menos do miúdo.

Defendemos um mundo em que o herói enfrenta uma exigência de padrões éticos que o resto de nós não suportaria, e é justamente isto que lhe dá a possibilidade de ser um herói. O toureio protege a sociedade - sem medida - da ameaça da mentira, do conformismo, da estética vazia que grita abominável entre atalhos e objetivos que são alcançados sem o sacrifício correspondente. 

E é aqui que surge a magia, e em nada artificial!

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