O diagnóstico inalterado de Fernando Dias certifica já 21 anos sem solucionar a Tauromaquia em Portugal seus graves problemas

Logotipos del portal y site en Internet del saudoso Fernando Dias

Se van a cumplir nada menos que 21 años ya, desde que vio la luz la famosa entrevista que en el portal de la Oninet hicieron al saudoso Fernando Dias, el verdadero pionero de la información taurina portuguesa en Internet, editor y director entonces de "Tauromaquia Portuguesa On Line" (que era mucho más que un site, pues al mismo tiempo funcionaba como "Forum", "Libro de Visitas" y varios servicios más, además de ser un medio informativo especializado en Toros y Caballos). 

A Fernando Días, muerto hace ya dos décadas, nunca se le rindió el homenaje por parte del sector taurino portugués que tenía más que merecido. En un Portugal tan dado -a veces en exceso- a los abrazos, a los reconocimientos, no es sin embargo extraño que a Fernando (que en paz descanse) se le haya tenido en el olvido : no se callaba, era isento, no regalaba los elogios, llamaba al pan, pan y... al vino, vino. Y eso, en el sector taurino -algunos lo sabemos bien- no agrada.

Pues bien : 21 años después de aquella entrevista en la Oninet, entrevista que hemos reproducido hace unas horas, a modo de homenaje y recuerdo hacia Fernando Dias, resulta que casi todo lo que entonces abiertamente definía y denunciaba el director-editor de "Tauromaquia Portuguesa On-Line" sigue vigente y pendiente de ser solucionado o erradicado. Y así, evidentemente, es comprensible que el futuro de la Tauromaquia portuguesa resulte muy incierto. 

Vamos ahora, con calma, a repasar parte de lo que nuestro admirado Fernando Dias decía 21 años atrás y verán ustedes, que viven los actuales momentos, cómo les suena esta música...

"O meio tauromáquico vive muito do boato, do "diz-se, diz-se", do sensacionalismo, da provocação, da inveja, da hipocrizia e, principalmente do protagonismo..."
Fernando Dias (q.e.p.d.)

"... Nunca fui apologista da informação amorfa, sem ser investigada, sem ser veiculada, destituída de qualquer cariz jornalístico. O meio tauromáquico vive muito do boato, do "diz-se, diz-se", do sensacionalismo, da provocação, da inveja, da hipocrizia e, principalmente do protagonismo. Tempos houve em que assim não acontecia. Os princípios que nessa altura regiam os agentes tauromáquicos não eram os mesmos daqueles que hoje são praticados. Empresários, apoderados e jornalistas como os que há uns trinta anos existiam não voltarão a aparecer. Existem hoje raríssimas excepções mas, de uma maneira geral, a Festa foi invadida por "paraquedistas" que, procurando evidenciar-se se servem da mesma em vez de a servirem. Isso é aliás um facto comprovado e reconhecido por quantos ainda prezam valores que se foram perdendo com o decorrer dos tempos..."
"... Empresários, apoderados e jornalistas como os que há uns trinta anos existiam não voltarão a aparecer. Existem hoje raríssimas excepções mas, de uma maneira geral, a Festa foi invadida por "paraquedistas" que, procurando evidenciar-se se servem da mesma em vez de a servirem..."
"... Sim porque informação tauromáquica na imprensa portuguesa cada vez é menos, portanto praticamente inexistente e as três revistas que se publicam com uma periodicidade mensal estão dependentes da publicidade que conseguem angariar sendo o seu noticiário absolutamente desactualizado por se reportar a eventos já há muito acontecidos..."
"... informação tauromáquica na imprensa portuguesa cada vez é menos, portanto praticamente inexistente..."
"... verdadeiros aficionados... esses cada vez mais se vão afastando das praças de toiros portuguesas, uma vez que não concordam com as estruturas actuais, por estarem saturados dos cartéis que lhes são apresentados, enfim por terem da Festa em Portugal uma visão absolutamente catastrófica e com toda a razão, pois o mau momento que a Festa atravessa no nosso país deve-se, exclusivamente, à falta de ambição dos taurinos, da maioria dos toureiros e de alguns ganadeiros portugueses..."
"... o mau momento que a Festa atravessa no nosso país deve-se, exclusivamente, à falta de ambição dos taurinos, da maioria dos toureiros e de alguns ganadeiros portugueses..."
"...Na qualidade de verdadeiro aficionado, sinto-me também muito céptico a esse respeito, desconhecendo quando a tauromaquia voltará a arrastar multidões às praças..."

"... Em nossa opinião, os anti-taurinos em nada influem para o estado a que as coisas chegaram. O que falta são taurinos empreendedores, imaginativos e que se dediquem a servir a Festa em Portugal, bem como artistas que, em vez de se acomodarem devido à fama que imaginam já ter alcançado, se entreguem de alma e coração à actividade que escolheram. Caso contrário retirem-se e dêem lugar a novos valores que vão aparecendo e aos quais não são dadas oportunidades..."
"... O que falta são taurinos empreendedores, imaginativos e que se dediquem a servir a Festa em Portugal, bem como artistas que, em vez de se acomodarem devido à fama que imaginam já ter alcançado, se entreguem de alma e coração à actividade que escolheram..."
"... O toureio apeado estagnou por completo depois de épocas áureas que atravessámos. Está agora a renascer, tanto quanto parece, com o aparecimento de uns jovens novilheiros que têm tido brilhantes prestações tanto entre nós como no estrangeiro. Oxalá consigam singrar e representem condignamente o país e a profissão que abraçaram, como o fizeram tão brilhantemente aqueles que os antecederam..."
"... infelizmente, muitos "paraquedistas" foram surgindo movidos por ambições desmedidas, sem o mínimo de conhecimento do meio. Sem imaginação, sem um currículo que ofereça as mínimas garantias..."
"... vejo a evolução da tauromaquia em Portugal com um misto de apreensão e de esperança. De apreensão porque, infelizmente, muitos "paraquedistas" foram surgindo movidos por ambições desmedidas, sem o mínimo de conhecimento do meio. Sem imaginação, sem um currículo que ofereça as mínimas garantias. Por outro lado, os que já existiam movem-se na Festa de forma absolutamente inacreditável, salvo raras e honrosas excepções, acumulando simultaneamente funções de apoderados, de empresários, enfim uma forma de defenderem interesses absolutamente paralelos à Festa, o que provoca cartéis repetitivos, que cada vez mais vão cansando os verdadeiros aficionados.
Por outro lado, o naipe de cavaleiros que temos pretendem comandar as "operações", julgando-se os donos da Festa, acomodando-se em vez de tourearem e lançando alguns dos seus descendentes. Tudo isto em prejuízo daqueles jovens que pretendem ter a sua oportunidade, os quais quando a mesma lhes é concedida têm de pagar para tourear..."
"... O naipe de cavaleiros que temos pretendem comandar as "operações", julgando-se os donos da Festa, acomodando-se em vez de tourearem e lançando alguns dos seus descendentes... em prejuízo daqueles jovens que pretendem ter a sua oportunidade, os quais quando a mesma lhes é concedida têm de pagar para tourear..."
"... Não quero ser pessimista nem derrotista, mas penso que a tradição só continuará assegurada caso apareçam pessoas movidas por sentimentos diferentes dos perfilhados pela maioria dos que cá estão e cujos interesses se direccionem para que essa mesma tradição se mantenha. E esta mudança tem de verificar-se tanto em relação aos artistas, como aos taurinos... 
Esperamos e desejamos que surjam vários D. Sebastiões que consigam inverter o rumo dos acontecimentos. Se eles surgirem, e o mais rapidamente possível, o futuro da Festa poderá estar assegurado. Caso "eles" não apareçam a tradição poderá infelizmente estar comprometida, não devido aos movimentos anti-touradas, mas pelos motivos que invoquei..."
"... a tradição só continuará assegurada caso apareçam pessoas movidas por sentimentos diferentes dos perfilhados pela maioria dos que cá estão e cujos interesses se direccionem para que essa mesma tradição se mantenha. E esta mudança tem de verificar-se tanto em relação aos artistas, como aos taurinos..."
"... Fico desiludido quando os cavaleiros, em vez de tourearem, executam constantes correrias ao redor da arena, procuram executar "piruetas" que não sabem e em vez de procurarem executar sortes frontais como mandam as regras e ao pitón contrário, enveredam por ferros cambiados – por vezes mal executados – abusando das correrias, dos ferros em falso e a cilhas passadas, tendo o descaramento no final de lides destas pedirem mais ferros e, por sua decisão, darem imerecidas voltas à arena.... Nunca se toureou tão mal a cavalo em Portugal como agora, razão porque os aficionados verdadeiros não vão às praças..."
"... Fico desiludido quando os cavaleiros, em vez de tourearem, executam constantes correrias ao redor da arena, procuram executar "piruetas" que não sabem e em vez de procurarem executar sortes frontais como mandam as regras e ao pitón contrário, enveredam por ferros cambiados – por vezes mal executados – abusando das correrias, dos ferros em falso e a cilhas passadas..."
"... Ouvem-se os maiores disparates pela boca de responsáveis por essas associações que em vez de protegerem os animais domésticos abandonados e mal tratados, se dizem preocupar com a forma como os toiros são tratados. Eles que não se preocupem com isso pois o toiro bravo é tratado, amado e respeitado por todos os agentes da Festa Tauromáquica, desde o ganadeiro que os cria, ao toureiro que após a sua lide lhes proporciona a morte digna que ele deseja desde que foi criado.
Admito que haja pessoas que discordem ou que não gostem de touradas. Essas que não assistam às mesmas. Não posso de forma alguma é concordar com associações destinadas a criar um ambiente hostil e violento em relação às mesmas. As touradas são um espectáculo público, sendo criminoso existir quem impeça de assistir às mesmas os que delas gostam..."

"... Não posso de forma alguma é concordar com associações destinadas a criar um ambiente hostil e violento em relação às touradas. As touradas são um espectáculo público, sendo criminoso existir quem impeça de assistir às mesmas os que delas gostam..."