El Socialismo de la "escuela Defensor Moura" (de Viana do Castelo) acabó con la Tauromaquia en aquel municipio del Alto Minho. No han dejado ni una piedra de la vieja plaza de toros. Recorde-se que a Praça de Toiros de Viana do Castelo foi construída em 1948. O último espectáculo tauromáquico celebrado na dita praça aconteceu em agosto de 2008, por altura da Romaria da Senhora d'Agonia. Estava encerrada a praça desde 2009, quando os socialistas governantes na Câmara Municipal declararam Viana do Castelo "cidade antitouradas"...
A Câmara Municipal de Viana do Castelo adquiriu a antiga Praça de Touros de Viana do Castelo a 27 de janeiro de 2009 pelo valor simbólico de ¡5.127,74 euros!.
A compra ocorreu logo após o governo municipal ter declarado a cidade de Viana como na primeira localidade "anti-touradas" de Portugal.
O local passou por uma transformação radical desde a sua compra, tal e como projectaram ao impor as suas ideias os sucesivos socialistas presidentes da Câmara desde Defensor Moura em adiante :
• Demolição e reconversão : Após anos sem um uso definido, em 2021 começou a demolição praticamente integral do antigo edifício, preservando-se apenas elementos da fachada exterior e volumetria para memória histórica.
• A Nova Praça Viana : O espaço deu lugar à Praça Viana (nome insultante para os taurinos vianenses), um complexo desportivo multifuncional com um investimento final de cerca de 4,9 milhões de euros.
• Inauguração recente : A infraestrutura nova foi oficialmente inaugurada em maio de 2026, sendo cedida à Escola Desportiva de Viana (EDV) por um período de 20 anos para a prática de modalidades como ginástica, basquetebol e patinagem.
A demolição e reconversão da antiga Praça de Touros de Viana do Castelo motivaram uma intensa batalha jurídica liderada pelo setor tauromáquico, que tentou por várias vias travar o projeto da autarquia socialista.
As principais polémicas judiciais dividiram-se em várias fases :
• Providências Cautelares (2021) : Assim que as obras de demolição arrancaram em março de 2021, a ProToiro (Federação Portuguesa de Tauromaquia) avançou com mecanismos legais urgentes para tentar parar as máquinas. A federação argumentava que o edifício de 1948 tinha de ser preservado por razões patrimoniais e que o novo projeto violava o Plano de Pormenor do Parque da Cidade.
• O Argumento do Risco de Cheias : Na sua contestação judicial, os opositores à demolição alegaram também que a nova estrutura ("Praça Viana") estava a ser erguida numa zona de leito de cheia. Defendiam que, à luz das regras de ordenamento do território, não deviam ser autorizados novos equipamentos públicos de grande envergadura naquele local de risco.
• Continuidade das Obras : Apesar das frentes judiciais abertas e do reenvio de processos entre o Tribunal Central Administrativo Norte (TCAN) e o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, a Câmara Municipal decidiu prosseguir com os trabalhos de demolição, alegando que não existia nenhuma ordem judicial final ou definitiva que decretasse a suspensão dos trabalhos.
• O Desfecho e Arquivamento (2023) : Em fevereiro de 2023, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga absolveu a Câmara Municipal e decidiu arquivar a ação principal da ProToiro. O tribunal considerou a federação "ilegítima" para aquela ação e validou a atuação da autarquia. Embora a ProToiro tenha anunciado logo a seguir uma nova ação para tentar contornar essa decisão técnica, o projeto avançou sem mais impedimentos práticos até à sua conclusão.
A oposição do setor tauromáquico à demolição da Praça de Toiros de Viana do Castelo assim como à gestão do município (historicamente liderado pelo Partido Socialista, com Defensor Moura em 2009 e, mais tarde, José Maria Costa e Luís Nobre) foi marcada por duras acusações de "intransigência ideológica", "perseguição cultural" e "autoritarismo".
Os argumentos de indignação e as formas de protesto promovidas pelos aficionados e pela federação ProToiro dividiram-se em três eixos principais:
1. Acusações de "Ditadura Ideológica" e Atentado Cultural
Para o setor taurino, a declaração de Viana do Castelo como "cidade anti-touradas" e a posterior demolição da praça não passaram de uma "obsessão política" e de um ato de "censura cultural". Os aficionados acusavam o executivo socialista de :
• Preconceito e Intolerância : Sustentavam que a autarquia agia com base em preferências ideológicas próprias, atropelando o direito das minorias e dos cidadãos locais que gostavam da cultura tauromáquica.
• Apagamento Histórico : Consideravam que a destruição do edifício fundado em 1948 configurava um atentado ao património edificado e à memória histórica da própria cidade, destruindo um legado com mais de 70 anos apenas para fins de propaganda política.
2. A Guerra das "Touradas de Pirraça" (2012–2013)
A indignação do setor não ficou confinada aos tribunais; gerou episódios de forte contestação pública quando os promotores tauromáquicos decidiram finalmente desafiar diretamente a proibição municipal:
• Praças desmontáveis em terrenos privados : Como a Câmara Municipal interditou a utilização do espaço público para espetáculos taurinos, a federação Prótoiro e várias associações locais decidiram organizar corridas de tiuros em estruturas amovíveis montadas em terrenos privados, contornando a jurisdição direta da autarquia.
• Braço de ferro legal e policial : O município tentou repetidamente embargar a realização destas corridas recorrendo a vistorias de segurança, falta de licenças de ruído e pareceres sanitários. A indignação subiu de tom quando os promotores acusaram a autarquia de usar o aparelho do Estado de forma "abusiva e obsessiva" para travar eventos que tinham autorização de entidades nacionais (como a Inspeção-Geral das Atividades Culturais).
• Clima de alta tensão nas ruas : Em agosto de 2013, a realização de uma destas touradas gerou confrontos físicos muito acesos nas imediações da praça improvisada, opondo aficionados, manifestantes defensores dos direitos dos animais e o Corpo de Intervenção da PSP, resultando em feridos e forte polémica mediática.
3. Argumento do desperdício de dinheiro público
À medida que o projeto da "Praça Viana" avançava, o movimento taurino canalizou a indignação para a gestão financeira do município :
• Denunciaram o facto de a autarquia gastar cerca de 5 milhões de euros de dinheiros públicos na demolição e na construção de um pavilhão desportivo novo, quando o edifício original poderia ter sido reabilitado para acolher eventos multiusos (mantendo ou não a arena), poupando os recursos dos contribuintes.
• Classificaram a demolição integral e apressada em 2021 — realizada enquanto ainda decorriam recursos judiciais — como uma política de "factos consumados", com o único objetivo de tornar o processo irreversível antes que os tribunais se pudessem pronunciar definitivamente sobre o valor patrimonial do imóvel.
A compra da Praça de Toiros pela autarquia (por 5.127,74 euros) representou o fim das touradas em Viana do Castelo, que remontam a 1871, integradas na Romaria da Senhora d'Agonia e não só... A tradição tauromáquica na cidade era tal que, em 1909, um grupo de aficionados fundou o Viana Taurino Clube, instituição que ainda hoje resiste, mas já com poucas raízes da actividade tauromáquica. A praça de toiros foi construída em 1949 e tinha uma pequena capela no interior. A praça que foi condenada a morte pelos autarcas socialistas tinha 4900 lugares e 18 camarotes.|
El presidente que fue de la Câmara de Viana do Castelo, Defensor Moura, no llevaba en su programa lo de cargarse la Tauromaquia en su localidad... pero así que estuvo instalado en el sillón presidencial, se puso manos a la obra. Y fue muy eficaz para lograrlo porque convenció hábilmente a los dueños de la plaza de toros que databa de 1948, para que le vendiesen a la Câmara el recinto taurino por la misérrima cantidad de poco más de cinco mil euros (5.127,74 euros), algo increíble dada la cuantía, lo que -por cierto- suscitó no pocos comentarios e interrogantes. Pero sirvió para desalojar del recinto cualquier actividad taurina a partir de aquel 2008... porque en cuanto Defensor Moura se hizo (la Câmara) con la propiedad del tauródromo, se quitó la careta y comenzó a anunciar que los Toros jamás volverían a Viana...
Como los taurinos intentaron la vuelta de las corridas de toros a Viana do Castelo -e incluso se llegó a celebrar una tourada mixta con una portátil instalada en la zona de Darque en una finca particular-, el sucesor de Defensor Moura, también socialista, Josè María Costa, intensificó la lucha contra la Tauromaquia. Primero buscó inventar un "Reglamento Municipal de Protección de los Animales" para a través del mismo tratar de prohibir las touradas; pero como vio que la cosa podía no tener mucho sustento legal... optó por otras maniobras de oposición permanente a cualquier intento de organizar corridas de toros en aquel término municipal. En todo caso, "conquistada" por la autarquía socialista la plaza de toros estable que Viana tenía... era solo cosa de tiempo esperar que la Tauromaquia se diluyese cual azucarillo en agua, como así ha sido en muy poco tiempo.




