A Prótoiro saúda a decisão da Assembleia Municipal de Lisboa, na reunião de 15 de setembro de 2026, que rejeitou o voto de protesto apresentado pelo PAN contra a realização de quatro touradas no Campo Pequeno. A votação nominal — Voto 037/02 (PAN) — registou 25 votos contra, 23 a favor, 14 abstenções e 12 ausentes, pelo que o voto foi rejeitado por uma diferença de dois votos.
Mais do que uma vitória pontual, esta decisão reafirma o respeito pelo pluralismo cultural. Nenhum grupo de pressão ou pseudo-elite detém o monopólio da virtude nem o direito de impor a sua mundividência sobre a identidade dos outros.
Durante o debate, o deputado do CDS-PP Martim Borges de Freitas defendeu a tauromaquia como expressão da cultura popular portuguesa, o seu papel na criação de emprego e na fixação de população, e a legitimidade dos apoios municipais. Distinguiu ainda o respeito devido aos animais da equiparação dos seus direitos aos direitos humanos.
O Presidente da Prótoiro, Francisco Macedo, afirmou:
"Saúdo a rejeição deste ataque às nossas tradições, mas uma diferença de dois votos não é uma vitória para celebrar — é um aviso. A comunidade tauromáquica tem de estar unida. Toureiros, criadores, forcados, ganadeiros, trabalhadores, aficionados e associações locais travam a mesma luta: defender a nossa cultura, os nossos meios de subsistência e a liberdade de cada cidadão escolher a tauromaquia. A cultura é o espaço soberano da memória e da identidade do Povo. Nenhum poder tem o direito de a apagar em nome de uma régua ética sem adesão popular. Tal como as tradições rurais do Montado ibérico ou as práticas ancestrais de confronto com bovinos noutras civilizações, a tauromaquia nasce da relação milenar entre o Homem, o animal e a terra. A união não é opcional. É a única forma de proteger o nosso futuro."
A Prótoiro reafirma o seu compromisso de defender os interesses dos toureiros e de todos os profissionais que tornam a tauromaquia possível. A Federação apela a todas as associações e apoiantes para reforçarem a cooperação, dialogarem com as autoridades municipais e nacionais e promoverem a importância cultural, económica e social da tauromaquia, no quadro de respeito pela soberania cultural de cada povo e suas comunidades.
