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La penúltima intentona del PAN : ya está bien de tanto cinismo...

Não há bilhetes Uma vez por outra, ou nas Câmaras Municipais ou na Assembleia da República, alguns apoiantes do partido dos animais, descontentes com a vida e sem saberem bem…

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Não há bilhetes

Uma vez por outra, ou nas Câmaras Municipais ou na Assembleia da República, alguns apoiantes do partido dos animais, descontentes com a vida e sem saberem bem o que mais fazer, resolvem por à votação se devem ou não continuar as corridas de toiros. Fazem essas tais votações, perdem e lá se vão convencidos que só eles gostam dos animais, planeando nova votação, como se a cultura estivesse em campanha eleitoral.

Quantas vezes serão necessárias estas contagens de votos para “supostamente” um dia essa sua proposta redutora da cultura passe – nem que seja por um voto – e poderem afirmar que a tauromaquia acabou em Portugal?

E se hipoteticamente tal acontecer, poderá continuar a haver mais propostas de votações para reverter a anormalidade e as corridas de toiros regressarem?

É assim?

Votamos as vezes necessárias para terminar um determinado espectáculo e voltamos a votar para o espectáculo ser retomado como normal?

Mas os espectáculos taurinos são pagos e só entra quem pagar o acesso. Têm tido ou não assistência suficiente para se manterem? Isso é que determina a continuidade, tal como os matadouros municipais terão dificuldade de continuarem em funcionamento se a população passar a ser vegana, vegetariana e convencida que não quer mais alimentação de origem animal. Então esses matadouros teriam de encerrar as portas, por o negócio estar falido…

A senhora dos animais – a única deputada com essas ideias na Assembleia da República – deve reflectir, continuar a comer os seus legumes, fazer a sua ginástica mental contra o gado bravo, mas deixar que o público continue a assistir a um espectáculo português que gosta, como se pode verificar sempre que são colocados os avisos à porta das Praças de toiros, num sinal de aceitação que tem funcionado ao longo dos séculos: NÃO HÁ BILHETES.

Manuel Peralta Godinho e Cunha
Setembro de 2026


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