ES UNA EXPOSICIÓN QUE AVIVA LOS RECUERDOS, QUE NOS TRANSPORTA A AQUELLOS BELLOS TIEMPOS DE UN ANTÓNIO DOS SANTOS TORERO IMPORTANTE, ANTÓNIO DOS SANTOS DIRECTOR DE CORRIDAS, ANTONIO DOS SANTOS ARTISTA Y TAMBIÉN PINTOR... DESGRACIADAMENTE LE QUEDA POCO CAMINO POR RECORRER EN ESTE ESPACIO TERRENAL POR ESO NO PUEDE SER MÁS OPORTUNA ESTA INICIATIVA DEL MUNICÍPIO DA GOLEGÃ.
ESTA EXPOSICIÓN ES UNA BUENA OCASIÓN PARA ACERCARNOS A ALGUNOS DE SUS RECUERDOS, PLASMADOS DE SU MANO Y PINCEL EN DIVERSOS CUADROS. ANTÓNIO DOS SANTOS, EN EL RECUERDO ESTARÁ SIEMPRE, PORQUE LAS BUENAS PERSONAS, COMOLO FUE TAMBIÉN SU INOLVIDABLE HERMANO AGOSTINHO DOS SANTOS (Q.E.P.D.) PERDURAN Y PERDURARÁN SIEMPRE
Nos lo recordaba días atrás el Gabinete de Prensa de la Câmara Municipal da Golegã : António dos Santos, decano dos matadores de toiros nacionais, celebra este ano o 74.º aniversário da sua alternativa, celebrando este setembro 97 anos, de uma vida repleta de coragem, dedicação e paixão.
Nascido na Golegã, terra onde o cavalo e o toiro fazem parte da identidade do seu povo, cresceu envolvido por uma tradição taurina profundamente enraizada no seio familiar.
Ainda jovem, partiu para Lisboa para prosseguir os estudos, sonhando vir a ser Arquiteto, esboçando um futuro diferente daquele que o destino lhe reservava. Frequentou a Escola António Arroio, onde teve o privilégio de ser aluno do Mestre Martins Correia. Foi nesse ambiente de criação artística que descobriu outra paixão: a pintura.
No entanto, a vida chamou-o para outro caminho, e foi na arena que encontrou o seu destino, sem nunca abandonar a pintura.
Esta exposição é o retrato de uma vida marcada por duas grandes paixões: o toureio e a pintura, e é também o reencontro com um sonho interrompido pelo destino, mas nunca esquecido pelo coração.
Acima de tudo, esta é uma sentida homenagem a um homem da Golegã que honrou as suas origens, elevou o nome da sua terra e deixou um legado que atravessa gerações.
De 1 a 30 de setembro, na Galeria João Pedro Veiga, no Edifício Equuspolis. Horário de visita:
2.ª a 6.ª feira, das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00.
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Post Scriptum ) - Con ocasión de la inauguración de esta exposición, decía su hija Cruz DoS'antos :
«Se alguém tiver gosto em rever o meu pai, poderá fazê-lo amanhã durante a inauguração desta exposição. Para que não se surpreendam, ele está fisicamente uma sombra do homem que foi. A memória também já não é o que era, e por vezes, nos piores dias, a sua mente vagueia perdendo-se no tempo, confundindo acontecimentos, lugares e pessoas. A medicação tem ajudado a minimizar esses episódios, pelo que espero que amanhã o encontrem bem.
Esta publicação não menciona, mas é de referir que o meu pai, levado pelo Mestre Martins Correia, chegou a pintar azulejos na Viúva Lamego 1849»
«Sou de uma família toureira. O meu pai, Carlos dos Santos, era toureiro. O meu avô e o meu primo, Manuel dos Santos, também. Os meus tios eram praticantes e os meus dois irmãos também seguiram a carreira. A Golegã foi uma terra de toureiros. Na altura vivia-se uma aficion profunda porque havia muitas ganadarias na zona. No Café Central faziam-se tertúlias. Vivia-se um ambiente taurino fantástico....
Fui para casa de uma tia avó em Lisboa. Queria estudar para ser arquitecto mas tive que regressar à Golegã porque infelizmente o meu pai morreu quando eu tinha 16 anos. Um toiro colheu-o e acabou por morrer com problemas nos rins. Nessa altura não havia hemodiálise e não resistiu. Morreu aos 42 anos... A morte do meu pai ligou-me mais ao toureio. Como era o mais velho dos cinco irmãos tive que ir trabalhar para garantir o sustento da família. O meu pai além de ser toureiro era funcionário da Câmara da Golegã. Deram-me um lugar na secretaria da Câmara. Comecei a trabalhar como administrativo. A minha mãe era doméstica e viu-se também na obrigação de trabalhar...
Ao regressar à Golegã fui novamente influenciado pela família e pelo ambiente taurino. Estava habituado desde pequeno a acompanhar o meu pai às praças. Assistia às corridas. Gostava do ambiente e vibrava com o espectáculo. Dois anos depois de ter regressado à Golegã, tinha eu 18 anos, uma rapaziada aficionada organizou uma festa, amealhou um dinheiro e convenceu-me a ir para Espanha. Até determinado ponto já estava mentalizado de que teria que ser assim se quisesse ir mais além. Meteram-me dentro de um comboio, já de madrugada, e fui para Salamanca. A ideia era passar lá oito ou 15 dias. Levava umas pesetas e ficaria até que o dinheiro chegasse. Fiquei lá quatro anos...
A melhor escola foi Portugal. Foi em pequeno que aprendi toda a técnica. Lá apenas a aperfeiçoei...»
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(In O MIRANTE, Primavera de 2012)


