O cavaleiro Rui Santos regressa - já no 1º de maio- e confessa suas intenções na TRIBUNA da TAUROMAQUIA

Rui Santos, en la hora del regreso.

Rui Santos. El cavaleiro que aún tiene cosas por decir, vuelve. Pese a lo difícil que está el panorama taurino del Toreo a caballo (y del otro Toreo), Rui tiene una espinita clavada, haber toreado por última vez en tierras de Canadá... Sin desdeñar para nada aquella gran experiencia de mostrar lo que es torear a caballo para los aficionados de aquellas latitudes, a Rui Santos le gustaría tener la oportunidad de torear ahora una serie de veces en este próximo tiempo en Portugal y disfrutar de la cercanía de los aficionados de su pais, rememorando excelentes momentos de años atrás, cuando estava en activo.
Rui ha venido preparándose intensamente este invierno cara a esta su reaparición, que será el 1 de mayo en el festival benéfico de Livramento (Mafra). Con el cavaleiro ha estado Jaime Martínez Amante y de ese encuentro salió esta entrevista que sigue.
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Rui Santos toreando en la plaza de Póvoa de Varzim (Foto : Emilio)

Rui Manuel da Silva Santos, conhecido no mundo taurino como Rui Santos, nasceu em Vila Franca de Xira, a 23 de Maio de 1972. Residiu desde sempre na vila de Alhandra. Desde muito novo que decidiu abraçar a carreira de cavaleiro tauromáquico, estreando-se nas arenas só aos 16 anos, a 5 de Fevereiro de 1989, na praça de toiros de Sousel.
Atuou como cavaleiro amador durante quatro temporadas, destacando-se presenças no Campo Pequeno e Montijo.

A 11 de Julho de 1993 tirou a prova de cavaleiro praticante na praça de toiros de Sobral de Monte Agraço. Após a prova de praticante, foi atuando com regularidade em praças portuguesas, espanholas e dos E.U.A. (Califórnia), tendo sido nas temporadas de 1994, 1995 e 1997 o cavaleiro praticante com maior número de atuações.

Em 1995 foi considerado o cavaleiro praticante triunfador da temporada e todos apontavam para uma carreira de sucesso, mas no ano seguinte, a morte de um dos seus cavalos ("Faraó") e a inutilização para o toureio de dois cavalos ("Trovão" e "Fandango") devido a lesões, fez com que tivesse um retrocesso na sua carreira, voltando praticamente a começar do zero.

Na temporada de 1998 estreia-se a 14 de Agosto nos Açores na importante praça de Angra do Heroísmo na Ilha Terceira, a partir daí a sua carreira entra novamente em ascensão e na temporada de 1999 toureia 26 espetáculos, apresentando-se finalmente na sua terra natal, Vila Franca de Xira, numa novilhada do Colete Encarnado realizada a 2 de Julho; a 12 de Agosto toureia com grande êxito no Campo Pequeno e a 14 do mesmo mês recebe o troféu Câmara Municipal de Mafra para a melhor lide a cavalo numa corrida realizada na Ericeira; termina a temporada com uma grande atuação na Feira Taurina do Sobral de Monte Agraço, que lhe valeu o troféu da Tertúlia Tauromáquica Sobralense para o cavaleiro praticante triunfador da feira.

Foi em 2000 que alcançou os maiores êxitos, inclusive em corridas realizadas no concelho de Vila Franca de Xira, casos do Forte da Casa e da Póvoa de Santa Iria; nesta temporada realizou um total de 23 corridas de toiros onde obteve muitos triunfos, para além dos que já se destacaram, há que realçar as atuações conseguidas na Póvoa de São Miguel, Idanha a Nova, Freixo de Espada à Cinta, Febres, São Pedro do Corval e obviamente Paço de Arcos e À-dos-Cunhados, onde a atuar ao lado de figuras, conseguiu vencer os troféus para o melhor ferro e melhor lide, respetivamente. Foi também considerado triunfador por varias rádios locais no final da temporada, casos da Rádio Portalegre, Rádio Íris, Rádio Voz do Sorraia e Rádio Comercial de Almeirim.
Com a sua característica vontade de triunfar entra assim no ano de 2001, na senda dos êxitos, conseguindo-os já, em Alhandra, Idanha-a-Nova, Alandroal, São Matias, Nisa, Torrão, Serra de Tomar, Reguengos de Monsaraz, Vila Nova da Barquinha e Granja.

A alternativa aconteceu numa das mais mediáticas corridas da temporada, a da RTP Norte, realizada no dia 22 de Julho de 2001, pelas 17 horas, corrida que assumiu elevada importância por ser transmitida em direto para todo o mundo pela RTPI; Joaquim Bastinhas foi o seu padrinho de alternativa, completando o cartel os cavaleiros Rui Salvador, Pedro Franco, João Pedro Cerejo e Rui Fernandes; lidam-se toiros da ganadaria do Dr. Brito Pais, pegando os grupos de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira e Alcochete.
Passa a atuar em Portugal e em Espanha, onde nos anos de 2004 e 2005, atua num considerável numero de corridas.
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El cartel del día de la alternativa de Rui Santos

Tribuna da Tauromaquia -
O que te leva a reaparecer após 10 anos de ausência das arenas?


Rui Santos- Por dois motivos. Confesso que ambos têm um peso enorme na minha decisão. Primeiro, nunca me conformei, que a minha última corrida fosse no Canadá, longe do meu país e da minha gente. Na época nunca pensei que seria a última e continuo a achar que a minha humilde carreira, não merecia terminar assim.
Depois, no regresso a Portugal, criei uma pequena Coudelaria e uma Escola de Equitação, frequentada atualmente por quatro dezenas de alunos. São os meus pupilos que mais me têm incentivado a reaparecer, pois a grande maioria nunca me viu tourear e com o meu regresso espero incutir, neles o gosto pela festa dos toiros no geral e quem sabe despertar em algum, o desejo de ser toureiro.

TT - Será uma atuação solitária ou prevê atuar em mais tardes?

RS - Estou a preparar-me para a corrida do Livramento. Tenho toureado novilhas e vacas cá em casa. Se preparado para uma, preparado para mais, assim os empresários me queiram contratar, mas acima de tudo, sinto um gosto e um prazer enorme que o meu regresso às arenas seja por uma causa tão nobre.

TT - Quando foi a última tarde?

RS - Foi uma corrida de toiros mista no Canadá, a 16 de Junho de 2013, numa praça portátil, instalada no Downs­view Park na Cidade de Toronto. A corrida estava, integrada nas Comemorações do Dia de Portugal, uma organização da ganadaria Sol e Toiros e recordo que atuei com a Joana Andrade e o matador de toiros Luís Vital Procuna. Pegaram os Forcados Amadores de Coruche e Amadores do Ca­nadá. Lidaram-se 6 Toiros – 2 da ganadaria Sol e Toiros, 2 da ganadaria Manuel de Sousa, 2 da ganadaria de Manuel do Carmo (ambos da Califórnia). A praça estava completamente cheia.
Em Portugal, atuei na última corrida em 2009 em Vila do Bispo (Lagos) e em 2010 participei num Festival na Praça de toiros da Terrugem (Elvas). Passados alguns meses já estava a viver no Canadá.
Garanto uma entrega total com grande empenho e dedicação diária, para que tudo corra bem. Apenas posso afirmar que o Rui Santos, volta decidido a triunfar em cada tarde"
TT - Que "cuadra" vais apresentar?

RS - Isso é surpresa, mas garanto que estou bem montado.

TT - Será o momento ideal para reaparecer, com base no momento atual em que vive a nossa Festa?

RS - Perante os meus ideais e objetivos de hoje, acho que é o momento ideal e se não fosse agora, não seria mais, mesmo tendo a noção que as coisas não estão nada fáceis.

TT - O que podem esperar os aficionados e colegas, do teu regresso às arenas?

RS - Uma entrega total com grande empenho e dedicação diária, para que tudo corra bem. Apenas posso afirmar que o Rui Santos, volta decidido a triunfar em cada tarde. Quanto aos meus colegas, tenho recebido de muitos companheiros palavras de incentivo, as quais desde já agradeço.


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El cartel de la última vez que toreó Rui Santos

tribuna da tauromaquia 
by JAIME MARTÍNEZ AMANTE 
Fotografia : Archivo / EMILIO / D. R. 
Recuerde : imágenes a mayor tamaño si hace click sobre ellas).
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