TRIBUNA 
da TAUROMAQUIA

Formidables versos en recuerdo de Rodolfo Rodríguez "El Pana" desde la inspiración -siempre notable- de nuestro admirado amigo y enorme taurino, Manuel Peralta Godinho e Cunha.
El Pana es así protagonista por partida doble en la TRIBUNA da TAUROMAQUIA, donde ocupa lugar notable, en la evocación de la famosa entrevista que le hizo Jesús Quintero, "el Loco de la Colina", de lo que nos ocupamos en la versión sonora semanal que desde anoche está en esta web y pueden escuchar haciendo click aquí...
Pero Rodolfo Rodríguez "El Pana" ocupa lugar de honor, también, en la sección de Peralta Godinho e Cunha, inmortalizado el torero, ahora también, a través de los versos que Manuel le dedica con gran brillantez, por cierto...

Esto es lo escrito por Peralta Godinho e Cunha :
Rodolfo Rodríguez “El Pana” nasceu na República Mexicana em 1952, de família modesta, enfrentou dificuldades acrescidas a partir dos 3 anos depois do pai ter sido assassinado.
Trabalhou em diversas profissões, nomeadamente como padeiro, daí o apodo de “El Pana”.
Como toureiro teve uma vida difícil e atribulada sendo finalmente reconhecido como triunfador numa corrida na praça México em 7 de Janeiro de 2007 – portanto com a idade de 55 anos – tendo depois contratos e convites para actuar em diversas praças de toiros do mundo.
Em 1 de Maio de 2016 sofreu uma violenta colhida na praça de toiros da Cidade Lerdo, no Estado de Durango, tendo ficado paraplégico e mais tarde solicitando aos médicos uma morte assistida.
Ficou célebre o seu brinde na Praça México às mulheres que, nos piores momentos da sua vida, o protegeram e o retiraram da fome:

https://www.youtube.com/watch?v=QefCayrreX8

El Pana
Nas arenas sem ser reparado
Sem fama, quase desconhecido
Com desventuras e desagrado
Com fomes, sem estar vencido
De espontâneo saltou p’rás arenas
Sem sorte, sofrido, desde o berço
Dificuldades e fomes não pequenas
Lidou toiros por qualquer preço
Desventuras depois mais serenas
Por mulheres amantes servido
Mostrou-se, quis ser notado
Por elas foi bem protegido
Por elas também amado
Por elas a fome se afastou
De luces se vestiu quase nada
Maus-tratos e penúrias tragou
Vida sofrida e mal começada
Com toiros antes rejeitados
Em praças menores surgiu
Com fracos resultados
Bem tarde o triunfo emergiu
Na México aplausos dados
Num tardio Janeiro surgiu
Mais êxitos noutros lados
Agora sim reconhecido
Mérito por muitos saudados
Colhida forte e desprotegido
Em Durango prantos somados
Mais angústias e amarguras
A somar às desventuras
Tarde triste, quase sem vida
Mistura de dores e tormentos
Sem sorte, a morte pedida
Sem querer viver de lamentos
A vida de lidador terminou
Descansou dos sofrimentos
Quando a morte o libertou
Manuel Peralta Godinho e Cunha
Janeiro de 2023