Imposible más claro : Jaime Martínez Amante y su contundente defensa del espectáculo cómico-taurino

Intervinientes en "Diversiones en el Ruedo" protestando por la persecución de que han sido objeto en España por parte de determinados políticos conchabados con un colectivo de furibundos antitaurinos. Ahora les tocó sufrir lo mismo en Portugal

"Diversiones en el Ruedo" se presenta desde siempre como un espectáculo para niños y mayores

Fotos : Cristina Aparicio Esteban

Nadie mejor que Jaime Martínez Amante conoce la realidad de los espectáculos cómico-taurino-musical, como bien puede ser el caso de "Diversiones en el Ruedo". Jaime fue durante años un excelente torero cómico e integró el famoso elenco de "El Bombero Torero" (el mejor espectáculo de este tipo cómico-taurino de todos los tiempos) actuando así en toda España, Portugal e Hispanoamérica. En "El Bombero Torero", durante años, Jaime convivió y compartió escena con los famosos -y tan aplaudidos por los públicos- enanitos toreros... 

A propósito de la estúpida polémica montada en Portugal por un furibundo grupo de antitaurinos y alentada por unas declaraciones del Ministro de Cultura absolutamente fuera de lugar e improcedentes, hemos pedido a Jaime Martínez Amante que nos haga presente en unos apuntes, sus impresiones sobre este lastimoso asunto y la persecución de que ha sido objeto el espectáculo de "Diversiones en el Ruedo".

"Primeiro : os espectáculos cómicos taurinos são inclusivos e promotores dos direitos humanos.

O Sr. Ministro da Cultura certamente não saberá o que é um espetáculo cómico taurino, não conhecerá a sua história nem terá conhecido e falado com os artistas que neles livremente actuam. 
Não existem "touradas de anões" isso é uma ideia falsa, existe sim um espetáculo cómico com uma base tauromáquica, com artistas que pretendem criar um efeito cómico, como uma trupe de palhaços no circo o faz.
Se o Sr. Ministro e aqueles que agora estão a pronunciar-se pensam que é um espectáculo para denegrir os artistas, isso é um absurdo e só revela a sua ignorância e preconceito.

Estes espetáculos são inclusivos, participando vários artistas, independentemente da sua condição física, possuidores de carteiras profissionais de artistas e que exercem a sua profissão de modo livre e na realização da sua vocação profissional. 
São cidadãos com plenos direitos que realizam a sua vocação artística numa vertente de toureiro cómico, que tem uma tradição muito longa no tempo. 
Só quem tenha preconceitos para com uma pessoa, pelas suas condições físicas, pode achar que estes artistas não merecem a consideração e o respeito de todos, começando por respeitar as suas livres opções profissionais. 
Se um Ministro da Cultura ou a presidente do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos não percebem isso, então algo está muito errado com estes dirigentes.

Esta profissão permitiu a estes artistas construir uma vida digna, criar as suas famílias, fugir ao estigma social e mudar o seu destino. É isto que o Sr. Ministro e a Srª Presidente do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos criticam ?

O toureio está aberto a todos e não segrega ninguém pela sua condição física, nem cancela  pessoas por serem diferentes, porque defendemos o respeito pelos direitos humanos e pela livre escolha de cada cidadão.

Como bem diz a Secretaria de Estado da Inclusão, a participação destes artistas decorre no cumprimento dos legítimos direitos e interesses dos envolvidos.
Se um cidadão, por acaso tem um problema genético, deve ser discriminado no acesso a uma profissão? Deve ser discriminado se quiser ser toureiro cómico, por exemplo, mas quiser ser actor pode ou não sê-lo? Os direitos destas pessoas são propriedade do Sr. Ministro ou daqueles que se dizem indignados e querem estigmatizar estes artistas e as suas livres opções? 
Não nos dão lições de direitos humanos, ou de inclusividade, porque são aqueles que organizam estes espectáculos, que muito antes de ser moda, praticaram a inclusão e o combate de um estigma que os novos censores modernos querem destruir.

Todos os artistas são livres, independentemente da sua condição física, e têm direito à participação na vida cultural e artística, já o diz a Constituição da República Portuguesa, mas para alguns parece que não.