Continua o escândalo de Alcácer do Sal) Marco José, atropelado, não se cala e coloca o caso nas mãos dos advogados

Para comenzar el día, el escándalo de Alcácer de Sal continúa. Que se sepa, la Santa Casa dueña de aquel inmueble taurino, no ha sacado nota de prensa alguna que aclare definitivamente los hechos. Solamente los del "cuarteto" que han aterrizado allí y que son presentados como "salvadores" por el amigo escriba, han dado algunas explicaciones a través del "vocero" a su servicio... explicaciones que no a todos convencen -ni mucho menos- porque hoy, por ejemplo, el cavaleiro Marco José anuncia haber puesto en manos de sus abogados el asunto, por si procediese acabar en los tribunales de Justicia.

Tampoco Gonçalves, que se sepa, ha dado señales de vida... los del "cuarteto" -dispuestos a justificar su papel de "salvadores" -"nadadores-salvadores" dirá alguno- aseguran que el que tiene adjudicada la explotación de la plaza de Alcácer está enfermo, que sufre una repentina y fuerte depresión. 

En medio de esta polémica que no cesa (porque los de la ganadería Fernandes de Castro también están muy contentos, como se sabe) se va a celebrar en el fin de semana la corrida de la "Pimel", para la que los del cuarteto anuncian que habrá "bilhetes desde 10 euros" (sin decir cuántos bilhetes de 10 euros)... El cartel no es malo, todo lo contrario, pero las circunstancias previas en que está envuelta esta corrida son turbulentas, poco claras aún, poco edificantes si observamos con calma todo lo previamente sucedido...

"Parece que, se alguém quer acabar com as touradas, são mesmo alguns “toureiros” e os “pseudoempresários”..." (Marco José)

Pero es muy curioso el silencio hasta ahora de la Santa Casa de Misericórdia de Alcácer, la que adjudicó meses atrás la plaza a Gonçalves y su "Costume Genuino". De todos los implicados en esta empanada -otra más que en nada beneficia a la seriedad que necesita la Tauromaquia portuguesa- posiblemente son los verdaderos dueños de la plaza los que deberían tener más urgencia en hablar públicamente, en publicar una nota oficial y en ella aclarar todo, sin olvidar nada de nada. Transparencia se exige en este asunto.

Hace muy pocas horas, el cavaleiro Marco José, que fue atropellado en medio de los vaivenes de Alcácer do Sal, en la seriedad y compromiso con la Tauromaquia que le caracteriza -es de los pocos taurinos realmente valientes y decididos a decir a las cosas por su nombre- hizo público en su Facebook oficial un comunicado que no tiene ni una palabra de desperdicio si ustedes leen con calma... Lo reproducimos íntegramente, como necesariamente corresponde al caso. 

Lo de Alcácer, por mucho que se empeñe en maquillarlo quien ya tiene enorme experiencia en este tipo de trabajos -que tanto dañan a la Tauromaquia- no deja de ser escandaloso, se diga lo que se diga. Marco José está en todo su derecho de sentirse indignado, ya que no sorprendido (porque hace ya tiempo -y lo dijo aquí, en la TRIBUNA da TAUROMAQUIA- que llamó a las cosas por su nombre, analizando el actual panorama de la Tauromaquia en Portugal).

"Os princípios e os valores já não existem!
Assim vai a tauromaquia em Portugal …"

Hoy, ha dicho Marco José así :

Após ponderada reflexão venho tornar pública a minha posição - aliás do conhecimento da generalidade dos aficionados - sobre o que agora se passou na eventual corrida de touros do dia 26 de Junho em Alcácer do Sal.
Os princípios e os valores já não existem!
Assim vai a tauromaquia em Portugal …
"...Cada ano pior, pois o que há mais por aí são pessoas sem palavra, sem respeito pelo trabalho diário dos outros, sem coragem para assumir responsabilidades e sem valores!
Não há respeito...."
Muito se tem falado na corrida de Alcácer do Sal do próximo dia 26 de junho de 2022, porque subitamente ao que se diz “apareceram 4 salvadores”.
Não sou de levar a público este tipo de situações, mas porque basta, desta vez não posso fechar os olhos ao que se anda a fazer na Festa Brava.
Tanta controvérsia no que diz respeito às touradas, e na verdade, são alguns dos próprios intervenientes que dão motivos para que nada corra bem!
Parece que, se alguém quer acabar com as touradas, são mesmo alguns “toureiros” e os “pseudoempresários”.

Fui contratado no dia 2 de Junho para tourear na corrida do dia 26 de Junho de 2022 em Alcácer do Sal, com cartel fechado e valores acordados, entre a empresa.
Qual não é o meu espanto que, através da comunicação social soube que o cartel anunciado previamente do qual eu fazia parte, como cabeça de cartaz, foi alterado e que, o meu nome já não consta, ou seja, "saltei fora do cartel".
"... entendo, salvo melhor opinião que, para todos os efeitos continuo contratado para a corrida de Alcácer do Sal no dia 26 de Junho de 2022, pois ninguém de direito e com responsabilidade na corrida até ao dia de hoje me disse o contrário".
Logo no imediato, e porque fui educado e tive sempre como princípios a honestidade, a transparência e a responsabilidade liguei para o meu “colega” (não interessa nomear o nome), a questionar sobre o assunto pois, segundo consta, é este que tem a procuração para a corrida de touros se efetuar, em nome da empresa que tinha inicialmente anunciado o primeiro cartel e me tinha contratado.
O dito “colega”, com quem no domingo (dia 19) tinha trocado algumas impressões, referiu que anteontem, dia 20 de Junho, iria contactar-me novamente, ao fim da manhã ( hora de almoço) pois não sabia o que iria fazer relativamente ao cartel.
Pois, não só não me contactou, como combinado, como não me enviou qualquer mensagem ou justificação!
Assim, entendo, salvo melhor opinião que, para todos os efeitos continuo contratado para a corrida de Alcácer do Sal no dia 26 de Junho de 2022, pois ninguém de direito e com responsabilidade na corrida até ao dia de hoje me disse o contrário.
Mais!
Indignado com tudo o que se está a passar, vejo que saiu a publico o suposto, e segundo, "cartel fechado" no Farpas Blogue, e desta vez sem o meu nome. Confirmando que “saltei fora do cartel” sem qualquer aviso prévio. Até a ganadaria anunciada previamente ao que entendo mudou, não fui só eu que fiquei excluído, parece.
No entanto, não posso afirmar que a ganadaria tenha sido avisada previamente, parece que não ao que também publicaram!
"... todos os princípios parecem estar defraudados, já não existem valores e respeito onde tudo se torna num negocio que não importa o sucesso, a responsabilidade, o profissionalismo …. Nada!"
Havia problemas?
Talvez, e com certeza havia, mas poderiam ser resolvidos de forma honesta, verdadeira, transparente e de “colegas” com respeito por colegas.
Contudo, todos os princípios parecem estar defraudados, já não existem valores e respeito onde tudo se torna num negocio que não importa o sucesso, a responsabilidade, o profissionalismo …. Nada!
Apenas questões monetárias e de interesses individuais de alguns “novos ricos” que se introduziram na festa, sabe-se lá porquê?
Nem para com o público que é quem faz com que as touradas ainda permaneçam há mais respeito!
Lamento profundamente, pois não fui educado desta forma e muito menos sei trabalhar assim!
Ao meu “colega e aos demais salvadores” apenas terei que dizer que as ações ficam com quem as pratica!
Cada ano pior, pois o que há mais por aí são pessoas sem palavra, sem respeito pelo trabalho diário dos outros, sem coragem para assumir responsabilidades e sem valores!
Não há respeito.
"...Agora, quem toureia são os que se chegam á frente, os que suportam despesas para tourear e os que se sujeitam a “trocas e baldrocas” de apoderados...."
Na minha modesta opinião, não se retira um colega de um cartel depois de contratado e anunciado pela empresa organizadora do espectáculo - sem que ao mesmo se dê uma palavra no mínimo - substituindo por outro “colega” e ao que se consta e se diz na praça pública que ainda vai suportar despesas!
Já não se dá valor a quem anda a gosto, com empenho, motivação e com esforço pessoal aqui na festa.
Agora, quem toureia são os que se chegam á frente, os que suportam despesas para tourear e os que se sujeitam a “trocas e baldrocas” de apoderados.
É isto caros Colegas, a culpa é nossa, dos toureiros que aceitam e se sujeitam a esta “barafunda e atropelos”.

Por aqui, vou continuar a trabalhar arduamente e de coração para, todos os aficionados e pessoas de bem da festa tal como o que sempre fiz, apresentando também as minhas desculpas, pese embora nada ter que ver com esta cultura taurina.
Nunca defraudando os valores que sempre me incutiram pois, são os cidadãos, os aficionados que mantém viva a festa e por quem acima de tudo temos que ter respeito!
Porque como diz o povo, quem não se sente, não é filho de boa gente…
Informo que solicitei aos meus advogados que procedam de conformidade repondo a verdade dos factos.
Um bem-haja a todos.
Cumprimentos.
Marco José