10 preguntas a Ana Meira y Marco Gomes) Confesiones de dos enormes taurinos que hacen auténtico apostolado

"... tudo o que se possa fazer para divulgar, defender e preservar a Tauromaquia é muito pouco, perante esta arte tão bela que nos proporciona momentos de beleza, arte e estética inolvidáveis".

Ana Meira y Marco Gomes son dos taurinos de enorme prestigio en Portugal y de sobra conocidos también en España. Personas muy cultas, del ámbito universitario, amantes de la Tauromaquia desde hace muchísimos años, son poseedores de una bibliografía enorme, junto a infinidad de elementos de temática taurina, algunas piezas de gran valor, todas de incuestionable valor sentimental...  Tal ha sido la acumulación por su parte de objetos taurinos de interés general, en cuantía considerable, que les ha llevado a pensar en promover una especie de Museo en toda regla, bien a pesar de que no cuentan con apoyos estatales algunos.

Hace pocos días, en la localidad portuguesa de Alter do Chão, fue precisamente inaugurado el Museo promovido por Ana Meira y Marco Gomes. Y en medios taurinos ibéricos, ya son muchos los que han tomado buena nota para programar una visita a Alter do Chão, villa encantadora por cierto, y pasar a ver lo que el museo de nuestros dos personajes ofrece... que no es poco y sí muy interesante.


Marco Gomes y Ana Meira, en una foto de Fernando Clemente -con la debida venia-.
Alter do Chão já tem Museu Taurino, denominado Ramagens, Ouro e Prata - Tauromaquia, obra dos grandes taurinos : Marco Gomes e sua Mulher, Ana Meira, em colaboração com o Município local.
O Museu reúne todo o espólio que Marco e Ana coleccionaram ao longo da maior parte da sua vida : casacas e trajes de luces oferecidos pelas maiores figuras do toureio, jaquetas de forcados que fizeram história, livros, fotografias, programas, bilhetes e artigos varios, entre numerosos objectos que são parte da história recente da Tauromaquia Portuguesa.

Con Marco Gomes y Ana Meira, la TRIBUNA da TAUROMAQUIA sostuvo el diálogo que sigue. Agradecemos a ambos su amabilidad, su simpatía, su excelente disposición. Y unimos a las numerosísimas felicitaciones recibidas, la nuestra más sincera. 

La Tauromaquia está -estaba ya hace tiempo- en deuda con estas dos excelentes personas e inmejorables aficionados. Marco es incluso "director de corrida" y como tal actúa de vez en cuando; y ella ha sido ponente y miembro activo del destacado colectivo universitario a las órdenes del profesor Luis Capucha, que elaboraron un estudio completísimo que ha servido como base -una vez entregado en la Direção Geral do Património Cultural- y como solicitud para poder lograr el "Registo da Corrida de Toiros como Património Cultural Imaterial de Portugal"...

"Sem qualquer dúvida, a Tauromaquia como legado cultural, obrigatoriamente deve estar ao dispor de toda a população..."

1.- ¿Por qué surgió la iniciativa de ustedes de ofrecer a Alter do Chão un espacio taurino que no deja de ser un museo?

A criação do espaço taurino é um projeto pensado e amadurecido ao longo de anos. É fruto de uma recolha/colecionismo que na altura com o objetivo de ter um espaço para desfrutar do espólio Taurino. Entretanto na residência da família esse espólio foi aumentando e foi construído um espaço dedicado apenas à Tauromaquia, onde uma ínfima parte do acervo está exposto em quatro pisos. Acresce dizer que a iniciativa e implantação do mesmo não carece de qualquer apoio estatal.


2.- ¿En qué consiste realmente este "espacio Ramagens Ouro e Prata", este museo...?. ¿Qué días y horas puede visitarse?. ¿Qué pretenden realmente con esta iniciativa?

O Ramagens, Ouro e Prata – Tauromaquia como o nome indica abrange os forcados (Ramagens), o Ouro (cavaleiros e matadores), e a Prata (bandarilheiros), ainda podem ser observadas peças de coleção de vários Toureiros, estampas da revista La Lídia, cartéis do século XIX, fotografias, coleção de medalhas taurinas, estribos de colhidas de cavaleiros, artigos dos emboladores, quadros com pinturas taurinas.


3.- ¿Creen que en Portugal -y por el bien de la Tauromaquia- sería interesante abrir otros locales o museos similares en otras zonas del país?.

Sem qualquer dúvida, a Tauromaquia como legado cultural, obrigatoriamente deve estar ao dispor de toda a população. Há inúmeros espólios taurinos particulares ou em Tertúlias que são verdadeiros tesouros, e que seria muito bom que todos pudessem aceder. A nota negativa neste aspeto vai para o museu da praça de touros do Campo Pequeno que continua encerrado…

"... a não abertura do museu do Campo Pequeno, é não só uma perda para a Tauromaquia, mas sim para a Cultura; seria urgente uma medida que forçasse os arrendatários da praça ou a abrir o museu na praça de touros ou a implantar num outro espaço em Lisboa..."

4.- Ahora que Campo Pequeno, en realidad, ha dejado de ser una plaza de toros salvo para media docena de fechas al año, a lo sumo... ¿qué importancia tendría rescatar el Museo que tiene en sus dependencias, o garantizar por medio de un documento que aquello funcionará siempre cara al público visitante y que no estará a expensas de quien tenga los derechos de explotación de aquel edificio?. ¿En qué medida, entes como el Sector 1 -que donó allí su espolio- y todos los que allí donaron trajes, recuerdos, objetos valiosos, deberían ahora de considerar reclamarlos y llevarlos luego a una especie de Museo Nacional Taurino de Portugal, que debería de crearse de modo independiente y ajeno a vaivenes derivados de un proceso de insolvencia / falencia como el habido con "Campo Pequeno"?

Como referi na questão anterior, a não abertura do museu do Campo Pequeno, é não só uma perda para a Tauromaquia, mas sim para a cultura, seria urgente uma medida que forçasse os arrendatários da praça ou a abrir o museu na praça de touros ou a implantar num outro espaço em Lisboa.


5.- Marco Gomes y Ana Meira, Ana y Marco, impulsores de este colectivo común llamado "Ramagens Ouro e Prata" : ¿por qué su pasión mañana, tarde y noche por la Tauromaquia?.

Porque tudo o que se possa fazer para divulgar, defender e preservar a Tauromaquia é muito pouco, perante esta arte tão bela que nos proporciona momentos de beleza, arte e estética inolvidáveis.


6.- La Fiesta vive en Portugal un momento delicado... cual es su punto de vista al respecto y qué creen que habría que hacer cara al futuro inmediato por parte de todos los llamados agentes taurinos?

Unirem-se ao contrário do que fazem, que é dividirem-se. Deixarem divergências individuais, muitas delas mesquinhas. Que alguns agentes taurinos entendam que a Tauromaquia é do povo e como tal é apartidária.


7.- Alter do Chao, para quienes allí fuimos una vez a visitar la Coudelaria Nacional / Alter Real, a disfrutar de la puesta del sol alentejana a la caida de la tarde, con cientos de caballos regresando de los campos donde pasaron el día, para ser recogidos en la noche en las instalaciones de aquel complejo de excelencia caballar... es recuerdo que no se borra de la mente. Ustedes, por razones obvias, saben mucho mejor que el entrevistador, de esto, de la importancia que Alter siempre tuvo con la actividad de la Coudelaría Nacional, el Pura Sangre Lusitano, etc. Podrían, en unas líneas, glosar algo más al respecto de lo que el caballo ha supuesto siempre para Alter do Chão?

A história da Coudelaria de Alter do Chão remonta a 1748, no reinado de D. João V, numa primeira fase era o fornecimento para a Picaria Real com cavalos de sela e de Alta Escola. A Coudelaria de Alter do Chão foi instalada na Coutada do Arneiro que era propriedade da Casa de Bragança, sendo a mais antiga Coudelaria Portuguesa a funcionar ininterruptamente. O cavalo Alter Real está presente na Escola Portuguesa de Arte Equestre e não só, é uma estripe do cavalo lusitano. É um cavalo dócil, elegante e inteligente. A sua pelagem padrão é garante o castanho e a sua altura vai de 1,52 a 1,62 na sua cemelha. 


8.- Hemos hablado del Caballo y Alter. Pero debemos hacerlo también de la Tauromaquia y Alter y no solamente de su tradicional corrida cada 25 de abril, en Alter... San Marcos. Qué les gustaría subrayar sobre la Tauromaquia y Alter do Chão?

Embora a data tradicional tauromáquica seja a corrida de touros nas festas de S. Marcos (25 de abril), existe uma outra corrida de touros nas festas de Verão (agosto). A Tauromaquia em Alter do Chão está presente em tertúlias de amigos, no seu grupo de forcados e na criação de gado bravo destinado aos treinos de cavaleiros, “touradas à vara larga” (tauromaquia popular). Quanto a Alter do Chão, possui um legado arqueológico de grande interesse, um castelo emblemático, um envolvimento paisagístico memorável e uma riqueza gastronómica inigualável. Qualquer pessoa pode permanecer em Alter do Chão, pois está dotada de infraestruturas para receber cada visitante.

"... se vive uma cultura de medo, de opressão, em ser aficionado e ter o gosto pelo campo, pela natureza e por uma cultura secular. Muitos dos aficionados, e alguns com destaque de Figuras Públicas vivem quase que envergonhados em serem aficionados..."

9.- Ustedes han tenido iniciativas brillantes, entre varias ya protagonizadas, como la de llevar sesiones didácticas sobre la Tauromaquia a las escuelas. Mostrar a los niños el ABC taurino comprensible a ellos... Les gustaría que proliferasen acciones como las suyas?, qué sería bueno hacer al respecto?

Todos nós aficionados devemos ser agentes divulgadores da Tauromaquia. Em nossa opinião, o que se passa atualmente, embora com expressão menor na atualidade, é que se vive uma cultura de medo, de opressão, em ser aficionado e ter o gosto pelo campo, pela natureza e por uma cultura secular. Muitos dos aficionados, e alguns com destaque de Figuras Públicas vivem quase que envergonhados em serem aficionados. E porquê? Porque algumas pessoas pseudoditadoras, intolerantes, arrogantes e narcisistas entendem por direito de mandar no gosto pessoal de cada um. Então aos aficionados essas pessoas animalistas, provocam, são mal educadas e afrontam com uma linguagem de ameaça, medo e ódio. É mais cómodo ser aficionado “na sombra”, ir ver uma corrida de touros em Espanha, com óculos de sol e um boné, desejando não ser reconhecido, ou se for em Portugal, pedindo para não ser reconhecido e muito menos fotografado. Nós não, assumimos que somos aficionados, defendemos sempre a Tauromaquia. Dizemos não à intolerância, arrogância e prepotência dos animalistas.


10.- Cerramos este diálogo : les toca hacer de defensores de la Tauromaquia, de la Fiesta... Tienen ustedes la palabra para dejar claro por qué la Tauromaquia, por qué los Toros. Por qué el prohibicionismo al respecto sería nefasto, catastrófico...?

O proibicionismo ligado ao animalismo é nefasto não só para a Tauromaquia enquanto expressão cultural mas também é muito prejudicial ao meio ambiente/biodiversidade. A criação do touro de lide só é possível porque há Tauromaquia, é uma forma de preservação de ecossistemas. A criação do touro de lide, não se encerra só na lide do Touro na arena, a sua carne de elevada qualidade nutricional é excelente e muito apreciada. Hoje o animalismo é uma moda nefasta a toda a sociedade porque são pessoas que não respeitam, que odeiam, que maltratam, que provocam danos materiais e psicológicos.

"O proibicionismo ligado ao animalismo é nefasto não só para a Tauromaquia enquanto expressão cultural mas também é muito prejudicial ao meio ambiente / biodiversidade..."



      Un momento del acto inaugural del museo taurino promovido por Marco Gomes y Ana Meira.