Ida ao baú). O "Arauto", o João Faia e o Príncipe Valente!. (Recuerdos de José Manuel Correia Lopes)

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En ese ánimo damos a la estampa, como diría un clásico, un artículo de Correia Lopes, de agosto del año pasado, que merece sin duda la atención por parte de quienes lo pueden leer. Con la debida venia del amigo de la TRIBUNA da TAUROMAQUIA


José Manuel Correia Lopes
8 de agosto de 2021 ·

Ida ao baú.
O "Arauto", o João Faia e o Príncipe Valente!

Julgo que por finais de 1965 o meu avô comprou ao Sr. Custódio, do Montijo, um grupo de cavalos para uns ingleses que estavam na zona de Azeitão, que se destinavam a uns passeios na região. Entre eles vinha um cavalo baio, velho, de pêlo comprido e que já tinha conhecido melhores dias. Parece que fazia parte dum lote que o Sr. Custódio tinha adquirido na Herdade da Barroca. Trazia a recomendação de ter sido um velho cavalo de toureio. Claro está, o meu avô não resistiu à tentação de me pôr a cavalo e testar as capacidades tauromáquicas. Aprovado na função, o Quimzé Correia, tendo-o reconhecido propôs-me a escolha de um nome. Disse-me que tinha tido dois nomes, um que não me lembro e "Arauto". Não hesitei... "Arauto"! Inspirado pela banda desenhada do Príncipe Valente, da qual era um devoto leitor, que melhor nome para o cavalo que me aturava nos primeiros passos.

Naquela época, quem vinha da direcção de Évora passava em frente da Quinta dos Machados, onde vivíamos, na Moita. O meio equestre era bem mais pequeno e era quase de paragem obrigatória uma visita à cocheira. Numa dessas visitas o Dr. Varela Cid reconheceu o "Arauto", que identificou como sendo do seu ex-cunhado, o antigo cavaleiro Estêvão de Oliveira. Parece que o Estêvão lho tinha emprestado e que num treino na Barroca, por lá ficou... esquecido.
 
Foi no "Arauto" que me estreei num carnaval no Campo Pequeno. Foi o "Arauto" que me aturou quando o João Faia, antigo tratador de Mestre Simão da Veiga, pegava na tourinha e à sua maneira, me explicava as "meias voltas como deve ser". Cá esta, o "Arauto", bem velhinho pela mão do João Faia. Grande contador de histórias que eu ouvia com a mesma devoção com que devorava as aventuras do Príncipe Valente!
Era de certeza muito generoso. Velhinho, fazia das tripas coração para me deixar pôr os ferros. Sei que tinha o ferro Andrade e era baio lobeiro. E valente!