"Tauro-eleições", outro interessante artigo para reflectir

"... tenhamos presente a tabela de recomendação de voto da Protoiro!"

Tauro-eleições


E lá vamos nós outra vez, eleições! Cuidado, muito cuidado... Ainda que desta vez, mais pareça que temos que escolher não entre candidatos, mas entre animais de estimação! Somos bombardeados em horário dito nobre com os “pseudo-recados-dos-animais-de-estimação-dos-nossos-candidatos”, melhor rir para não chorar, tal é o ridículo de tudo isto. Não é a história da Carochinha, mas podia bem ser. Ele é o Zé Albino, ele é a Naná e o Docas? Por favor...

Lembram-se da Jane Goodall, pois, é só a maior especialista do mundo em chimpanzés, 60 anos de estudo, e acha disparatada a ideia de quererem direitos iguais para humanos e animais. “Há quem peça os mesmos direitos para animais e humanos. Isso é ridículo”, contou a primatologista de 87 anos ao “El País” a 19 de janeiro.

E mais, acredita que mantê-los encarcerados é uma forma de abuso que não deveria ser permitida.

Ai ai ai...

Já sabemos que há por aí políticos oportunistas querem entrar "na onda", obter fama, votos (e talvez uma esmola de grupos animalistas financiados por estrangeiros) e propor a proibição de um espetáculo que não entendem e que choca porque contém sangue e violência, dizem eles. Mas quem são eles?

São aqueles que sem os seus PDFs, sem o seu Excel, gritam com afirmações ou comparações cada vez mais malucas sobre a tauromaquia. E tanto falam de tauromaquia, como de meio ambiente, como do que for! O que estiver a dar na altura. Mas o perigo não está só nos que têm posições radicais, mas também nos que “tanto faz”. Tanto faz não nos serve, ou defendem ou nada feito!

Já conhecemos os perigos dos pobretanas que se consideram menos pobres porque moram no centro das cidades e usam roupas da Zara e têm plantas aromáticas nas varandas para parecer menos provincianos. Aqueles que dizem ao que cresceu na província, que se não gosta de tofu é um atrasado.

Nada de novo sob o sol: urbanos dizendo ao povo do interior o que o povo é. A geração dos que parecem sentir saudades de uma lama que nunca pisaram na vida, aí sim, está o perigo.

Porquê esta onda de insanidade?

Bom, aprendemos, 2350 anos depois de Aristóteles, o que ele já sabia: os assuntos humanos não são meros assuntos técnicos. E não é uma folha de Excel nem um gráfico que nos vão ajudar a resolver essa questão.

Acabemos com todos os símbolos e referências que a tradição representa; essa é a frente de batalha. "Se não têm referências, são derrotados", dizem eles.

E dizem: é preciso ser moderno, esquecer coisas tão antigas e tradicionais como a tauromaquia. É doloroso perceber como um doente de Alzheimer ao esquecer o seu passado, esquecerá também quem é agora, assim como qualquer projecto de querer ser.

Além da hipótese de um novo vírus que desta vez afecta cérebros não vacinados contra o delírio, e sem cair em reprimendas morais, a tauromaquia coloca os urbanitas cara a cara com os seus fracassos mais íntimos. E estas verdades aleijam e fazem dói-dói. Melhor proibir!

Modo estupidificação de massas. O que envergonha mais é a oficialização do discurso do preconceito: como se alimenta a mentalidade atrasada, o “enxovalhanço” gratuito dos outros num país dito respeitador de diferenças.

A situação é desesperadora, mas não desesperada. Os corajosos que se identificam com as liberdades e prazeres da Festa, são chamados a mobilizarem-se e reivindicar numa sociedade hostil e infantilizada, as touradas são para eles um escândalo, que devemos salvar. Portanto, votemos e bem!

"O fim da festa" convida-nos a lutar contra a hipocrisia do que é "politicamente correcto". A sociedade urbana relaciona-se com os animais de forma artificial e, com alguns animais de estimação, mesmo de uma maneira doentia. Na tourada, pelo contrário, a natureza e os ecossistemas são respeitados e sustentados.

A tourada não é um videogame, o sangue é realmente derramado, na sua fórmula eucarística e nas suas expectativas catárticas. A tourada não provoca violência. Muito pelo contrário: ela liberta-nos dela. A comparação da "mentira" com a "verdade" de uma tourada expressa-se desde a época de Rafael Molina Sánchez "Lagartijo" (1841-1900) que dizia que na arena não se morre de "mentira” como acontece no cinema.

Penso que já todos percebemos a importância de votar, bem e já todos sabemos em quem não votar, mas acima de tudo, votar! Que este país em níveis abstenção é uma vergonha!

Portanto, aquilo que para o “pseudo-evoluído” é sempre tão mau, para nós é o Bom, o Belo, o Verdadeiro, o Puro, o Santo. É verdade que nunca conseguiremos nesta vida alcançá-los. Mas também é verdade que só eles merecem ser consagrados. Não há nada de errado em buscar o Bem em vez da Mediocridade.

Vamos lá travar esta linhagem perversa e pacóvia das modas, o lado dissimulado das ditaduras com as suas lavagens cerebrais em massa, e votemos bem!

E já agora, esqueçamos lá direitas e esquerdas e promessas inatingíveis de programas eleitorais complicados, e tenhamos presente a tabela de recomendação de voto da Protoiro!