Sería injustificable que la plaza de Moita no se llenase este domingo pudiendo ayudar a un buen fin...

Este domingo, en Portugal, tiene lugar la llamada "Corrida del Centenario". Se busca celebrar cien años, pero también recaudar fondos para un organismo que está muy necesitado... 

Todos los buenos aficionados deben intentar hacerse con un billete y acudir a Moita este domingo, o bien contribuir comprando entradas de la fila cero. En el fondo, se trata de ayudar en una buena causa...

Hagamos ahora historia...

Em Outubro de 1921, foi fundada a Associação de Classe dos Toureiros Portugueses, presidida pelo cavaleiro José Casimiro e que também englobava os forcados profissionais.

Em Janeiro de 1934 a Associação de Classe deu lugar ao Sindicato Nacional dos Toureiros Portugueses.


Por decisão governamental, em 1964, os forcados profissionais deixaram de poder pertencer a este organismo.


Governo, até mesmo após o 25 de Abril de 1974, tinha sob a sua alçada a classe profissional tauromáquica, cujos contratos de trabalho, sem os quais não era possível realizar um espectáculo tauromáquico, eram entregues no Ministério do Trabalho a fim de serem discutidos, aprovados e com prestação de caução por parte das empresas promotoras.


O papel do Sindicato no pós 25 de Abril de 1974 foi de elevada importância na defesa de muitas ganadarias e coudelarias, promovendo várias reuniões com os ministros da Agricultura e do Trabalho que desempenhavam funções na altura.


Sindicato fez um protocolo com o seu homólogo espanhol, que considerava que o português era o melhor exemplo no panorama mundial com reconhecimento governamental. Faz também parte da Comissão de Tauromaquia com assento no Ministério da Cultura, estando a mesma inactivo, desde que foram colocados elementos animalistas na referida comissão.


Em 2010 o Sindicato mudou a sua designação para Associação Nacional de Toureiros, continuando a ser uma associação sindical na defesa dos seus artistas.


De salientar que nesta organização estão incluídos, para além dos toureiros, emboladores e moços de espada.


Presentemente, a Associação Nacional de Toureiros, conjuntamente com a PróToiro, tem tido um papel fundamental na defesa da tauromaquia e dos seus associados, promovendo constantes contactos com os partidos políticos, deputados e Governo.


Pela sua presidência passaram, entre muitos outros, Manuel CondeJosé Mestre BatistaJosé Maldonado CortesFernando Andrade SalgueiroManuel Jorge de OliveiraAntónio dos SantosFrancisco NúncioJoão Palha Ribeiro Telles, sendo Nuno Pardal presentemente a ter a honra em desempenhar este cargo.


A direcção atual é composta por Nuno PardalRui SalvadorManuel Dias GomesAmérico Manadas e Cláudio Miguel.


70 anos do Fundo de Assistência 

dos Toureiros Portugueses

 

Fundo de Assistência dos Toureiros Portugueses foi fundado em 1951 pelo Maestro Diamantino Viseu, um visionário, com um espírito mutual ímpar, tendo criado uma instituição única no mundo e que permite auxiliar os toureiros, as suas famílias, moços de espada e emboladores. 

 

Inicialmente o FATP teve como objectivo ajudar os toureiros que, no final de cada temporada, penhoravam os seus trajes para poderem subsistir durante o Inverno, através de um empréstimo que seria liquidado à medida que iam toureando.

 

Ao longo dos anos o âmbito do Fundo foi sendo desenvolvido e adaptado às necessidades dos toureiros, nomeadamente com protocolos com médicos e hospitais para que fossem assistidos com toda a dedicação.

 

Em Outubro de 1973 viu aprovado o seu regulamento interno, através de despacho do Secretário de Estado do Trabalho e Providência.


Em 1983, foi inscrita a sua autonomia em Diário da República, com estatutos próprios e regendo-se por um regulamento que seria o instrumento que estabelece o condicionalismo orientador de toda a atividade assistencial do Fundo.


Hoje, o Fundo de Assistência dos Toureiros Portugueses é reconhecido pelo Estado como instituição equivalente a uma seguradora.


Nestes 70 anos, somente presidiram o FATP três presidentes, Maestro Diamantino ViseuAmâncio Grilo e, presentemente, Nuno Pardal

 

Mas a história não se faz só com as direcções, fazem também parte destes 70 anos personalidades que muito colaboraram e se dedicaram de corpo e alma a esta causa. Entre outras destacam-se o Dr. Augusto Queiroz (advogado), o Dr. Mário Carmona (médico), o Dr. José Cunha (médico), Dr. Carlos Ferreira (médico actual do Fundo) e por último dois nomes que durante mais de 30 anos deram parte das suas vidas a favor desta causa, D. Emília e o José Carlos Amorim, sendo este último sócio honorário.   

 

Fundo de Assistência tem como missão: 

  

- Prestação de auxílio para ocorrer à prestação e satisfação das necessidades culturais e educação dos profissionais tauromáquicos e seus filhos; 

  

- Prestação de assistência médico-cirúrgica nos casos de acidente ocorrido no exercício da profissão, quer em treino ou em praça; 

  

- Prestação de assistência nos casos de insuficiência económica familiar e períodos de inatividade que resultem de acidente ocorrido no exercício da profissão; 

  

- Outros auxílios que, manifestamente, contribuam para a dignificação do profissional e do respetivo agregado familiar. 

  

Presta assistência a cerca de 160 toureiros no activo.

 

Contribuí com um complemento de reforma a 50 toureiros retirados para que possam ter uma vida mais digna. 

 

Apoia economicamente as viúvas para que sintam sempre que a tauromaquia não as esquece.

 

Apoia ainda, com um subsídio de educação, os estudos dos filhos dos nossos artistas. 

 

Fundo de Assistência é uma entidade privada, sem fins lucrativos e sem qualquer apoio do Estado. 

É financiada através da cedência dos direitos de imagem por parte dos toureiros e de contribuições simbólicas feitas pelos artistas e pelos promotores em cada espectáculo.  

Artículo Anterior Artículo Siguiente