Valoración de la PROTOIRO tras el descalabro de los políticos antitaurinos en las elecciones "autárquicas"

Pese al ridículo protagonizado, este tipo de políticos furibundos y radicales
no suelen conjugar el verbo dimitir...









A Coligação PS/Livre, o PAN e o Bloco de Esquerda fizeram do ataque às touradas um dos focos dos seus programas eleitorais e foram os grandes derrotados em Lisboa. Ficou claro que o ataque às Touradas não rende votos. 


Partidos com propostas antitaurinas perderam votos e foram duramente derrotados em Lisboa


Lisboa, 27 de Setembro

As eleições autárquicas do dia de ontem foram um barómetro às propostas antitaurinas de vários partidos, sendo que Lisboa foi o exemplo perfeito da inutilidade de usar o ataque à tauromaquia como arma eleitoral, pois os partidos que inseriram propostas contra a tauromaquia foram clamorosamente derrotados, perdendo votos, pelo que é importante analisar os resultados destes partidos em Lisboa.


Começando pelo PS, com Fernando Medina, que se apresentou em coligação com um partido antitaurino praticamente inexistente, o Livre, concedeu a esse partido, pela primeira vez, a inclusão de uma proposta contra a tauromaquia em Lisboa. A proposta dizia que o PS e LIVRE vão trabalhar no sentido de tornar Lisboa uma cidade livre de tauromaquia, dentro das competências legais do Município na matéria. Na verdade os municípios não têm quaisquer competências em matéria de tauromaquia. Esta cedência do PS acabou por se mostrar um erro, não atraindo votos, antes pelo contrário. O PS perdeu 23.000 votos em Lisboa, Fernando Medina perdeu a presidência da câmara e foi o grande derrotado a nível nacional. 

Já o PAN, onde a nova líder Inês Sousa Real tinha a sua primeira prova de fogo, depois de chegar à liderança do partido, apostou tudo no ataque às touradas. O resultado dificilmente poderia ter sido pior.  Ontem, ao votar, Inês Sousa Real disse que "Achamos que hoje vai ser um dia histórico para o PAN em Lisboa”. E foi, uma derrota histórica. O PAN não só não elegeu um o vereador que disse que iria eleger, como perdeu votos. Foi ultrapassado pelo IL e CHEGA, perdeu um deputado municipal (ficou agora reduzido a um), sendo um dos grandes derrotados nacionais, faltando só a perda do último deputado municipal para o PAN desaparecer do mapa da autarquia de Lisboa. 

Por fim, o Bloco de Esquerda apresentou Beatriz Gomes Dias como candidata e fez das touradas uma das propostas mais visíveis do seu programa eleitoral, afirmando que “Lisboa não pode aceitar Touradas no Campo Pequeno". Pela primeira vez o BE pegou a sério no tema das touradas em campanha eleitoral em Lisboa e a aposta foi completamente falhada. O BE perdeu 3.000 votos em Lisboa e se olharmos para os resultados nacionais, o partido perdeu 66,7% dos vereadores no país (ficou com 4) e foi um dos grandes derrotados no país. 


Se dúvidas havia, os resultados destas eleições em Lisboa são uma prova clara de que o ataque às touradas não rendem como trunfo eleitoral, como alguns julgam, antes pelo contrário. 


Os portugueses são claramente favoráveis à liberdade cultural e, como indicou a sondagem feita pela Eurodonsagem (Dez 2019): 67,1% dos portugueses não votaria num partido que tomasse medidas proibitivas sobre a tauromaquia, só 14,5% diz que sim; sendo que 79,7% dos portugueses acha que assistir a Touradas é uma escolha pessoal e que o Estado não deve decidir sobre a existência destas.

Mais que nunca é tempo de todos afirmarmos a cultura tauromáquica e o direito à liberdade cultural perante quaisquer partidos que as tentem atacar. 


PROTOIRO
Federação Portuguesa de Tauromaquia



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