La PROTOIRO muestra su profundo pesar por la muerte del presidente Sampaio

Con ocasiòn de la muerte del presidente Jorge Sampaio, gran aficionado a los Toros, como es bien sabido, la Federación PROTOIRO ha emitido un comunicado entrada la tarde de este viernes, que reproducimos a continuación :

Protoiro lamenta a morte de Jorge Sampaio


É com profunda tristeza que a Protoiro, a Federação Portuguesa de Tauromaquia, lamenta o desaparecimento de Jorge Sampaio, um homem bom, inteligente e dialogante, que sempre deu mostras de uma mundividência democrática e plural, compreendendo o país e as populações, na sua diversidade, ao longo da sua ação política.

No que respeita à cultura tauromáquica não podemos esquecer a importância da sua ação política, que abriu espaço à legitimação legal da cultura tauromáquica de Barrancos, quando fez a afirmação histórica de que "Há tradições que seria conveniente enquadrar legalmente de outra maneira", tal como à defesa da cultura portuguesa e da liberdade cultural.

Além da sua condição pessoal de aficionado, enquanto Presidente da República, foram várias as suas presenças em praças de toiros condecorando e distinguindo artistas tauromáquicos e honrando esta arte tão portuguesa.

Celebre ficou também a sua frase quando, em campanha eleitoral, em Vila Franca de Xira, foi questionado por um jornalista se gostava de touradas, respondendo sem hesitação - "Gosto muito e só tenho pena de não poder assistir mais vezes" - o que demonstra a sua condição de homem livre e frontal, sem receio de censuras do politicamente correcto, algo que rareia nos dias de hoje.

Em 2007, num colóquio na Casa Museu Mario Coelho, Vila Franca de Xira , afirmou "Deixem as pessoas que gostam da festa brava recriarem-se culturalmente. Deixem a festa correr", esclarecendo, nessa ocasião, que a sua afición começou com a sua mãe, que morava perto do Campo Pequeno, e que o levava às touradas em Espanha. O ex-presidente defendeu na sua intervenção o pluralismo cultural e sobre a polémica criada em volta das tradições barranquenhas, Sampaio justificou-a com "uma incapacidade das pessoas em compreenderem que existem diferenças culturais".

Portugal perdeu um lutador pela democracia e pela liberdade, e todos lhe estamos gratos por isso.

A todos os familiares e amigos enviamos as nossas sentidas condolências.

PROTOIRO
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