Autocrítica ) Así vieron los Forcados de Santarêm su actuación en São Mancos


Por Lourenço Ribeiro.
Foto : María João Mil Homens

São Manços, terra no coração do Alentejo onde se respira afición à festa brava.

São Manços, simpática vila que nos recebe há mais de uma década no âmbito das festas da terra.

São Manços, vila conhecida pela sua tradicional corrida todos os anos no último sábado de Agosto, marcada por cartéis sérios e de qualidade.

São Manços, vila que diz muito ao nosso Grupo, não só pela nossa presença assídua todos os anos, mas também, porque umas das nossas “estrelas” é natural da terra – José Fialho.

É por este Forcado que vou começar esta crónica! O grupo de Santarém tem mais de cem anos de história e por eles passaram centenas de forcados. São poucos os forcados que marcam gerações, no entanto, digo, sem dúvida alguma, que o "Zé Fialho" marcou/está a marcar a minha geração. Entrou em 2005 para o Grupo, está a fazer a sua 16ª época, e é de realçar o seu esforço, dedicação, amor, humildade, resiliência que dá ao nosso GFAS…não havendo adjetivos suficientes para destacar cada ação que o Zé Fialho tem quando representa o Grupo de Santarém, só me resta agradecer: Zé, obrigado por tudo o que dás ao nosso grupo e pelo exemplo que és para mim e para os mais novos!

Olhando agora para a corrida que se realizou no dia 28 de Agosto às 22h em São Manços.

O Cartel era composto pelos imponentes toiros da ganadaria Eng. Jorge Carvalho, pelos cavaleiros Luís Rouxinol, Francisco Palha e Joaquim Brito Paes e pelo grupo de forcados de Santarém e São Manços.

Para abrir praça ao primeiro exemplar da noite (550 kg), foi para a cara o nosso forcado da terra - José Fialho - que brindou ao grupo de São Manços. Numa função que não lhe é desconhecida, o Zé chegou, viu e fez a pega da noite. Simples (parece!). O toiro arrancou-se de largo, o Zé encheu-lhe a cara e fez uma reunião de atleta em que aguentou todas as investidas numa viagem incómoda com o toiro a fugir ao grupo. Que pegão! Que forcado! Uma pega à sua imagem!

Para o segundo toiro Jorge Carvalho (570 kg), o Cabo, chamou à responsabilidade o forcado Joaquim Grave. Brindou a sua sorte ao antigo elemento do Grupo João Mendes de Almeida (Janica). Um forcado que desde que saltou para a praça transmitiu uma calma e confiança incrível. Citou bonito e mandou no toiro do princípio ao fim. Fechou-se com braços de ferro e contou com um grupo coeso a fechar muito bem. Grande pega, não só do forcado da cara, mas de todo o grupo!

Para o quinto toiro da corrida (570 kg) foi eleito para a cara o forcado Francisco Paulos. Brindou a pega ao público de São Manços. O Francisco teve pela frente um touro muito reservado na lide e que poderia ser uma carta fechada para a pega. Contudo, ele esteve à altura de todas as adversidades e fez uma pega tecnicamente perfeita. Citou meia praça, o toiro arrancou-se pronto de largo e franco. O Francisco limitou-se a aguentar e a recuar 3 "passinhos", fechando-se que nem uma lapa. Na viagem o touro ainda tentou sacudi-lo, mas face aos braços do Francisco e à ajuda de todo o grupo, a pega consumou-se, mais uma vez, à primeira tentativa.

Passou-se mais uma corrida agradável em São Manços, em que destaco uma noite, não de oportunidades mas sim de confirmações, quer de forcados da cara quer de ajudas!

Como já é tradição, a seguir à corrida tínhamos o tradicional banquete preparado pelo nosso "Fialhão". Não faltou boa disposição e espírito, para culminar uma noite de toiros à grupo de Santarém. Que venha a próxima!

A todos nós, e pelo Grupo de Santarém,
Venha vinho,
Venha vinho,
Venha vinho!

Lourenço Ribeiro




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