Un no taurino cuenta al Mundo su experiencia viendo una corrida de toros... Pasen y lean

Plaza de toros de Coruche, el pasado martes, durante la corrida de toros que presenció el no taurino Bernardo Lima Neves que, luego, contaría sus impresiones...


Bernardo Lima Neves vive habitualmente en Azeitão, península de Setúbal, sierras de Arrábida. No es aficionado a la Tauromaquia. Pero... por circunstancias de la Vida, acabó entrando este pasado martes, en la plaza de toros de Coruche y presenció una corrida de toros. Lima Neves quiso contar al Mundo su experiencia y hace pocas horas escribió en la red social Facebook, esto que sigue :

“Assisti, há 2 dias e pela primeira vez na minha vida, a uma tourada.

Não que seja aficionado, porque não sou. Surgiu oportunidade e, como não gosto de viver na ignorância, ainda para mais sabendo o quão polémico tem sido este tema, decidi ir e fazer o meu próprio juízo de valor.

Saí com uma imagem + positiva do que aquela que tinha antes de entrar. Vi pessoas, incluindo muitas crianças, verdadeiramente interessadas e apaixonadas por este espetáculo. Explicaram-me, vindo de quem vive isto, como funciona a criação destes touros e até dos cavalos. Percebi que, na sua grande maioria, estas pessoas gostam de animais e não de maltratá-los, como se costuma ler.

Criam-nos, durante anos, para isto. Claro que poderemos sempre colocar em causa a dor do touro ao ser-lhe espetada uma farpa mas esse julgamento deixo para quem de direito.
Sente-se um ambiente tranquilo e de festa. Não se ouvem insultos a ninguém.

Sinceramente, e vindo de alguém que não é aficionado, não entendo como é que alguém pode canalizar a sua revolta para as touradas.

Contextualizando, vemos pessoas que nascem em terras extremamente direcionadas para esta cultura e não creio que proibi-los de fazerem aquilo que gostam seja solução. Pessoas que já os bisavós e avós andavam neste meio. Analisarmos as touradas com olhos de quem não entende o significado que as mesmas têm para estas populações, é demasiado básico.

Numa lista, colocaria as mesmas no final. Temos centenas de problemas, em Portugal e no Mundo, extremamente + graves para resolver.

Pesquisei um pouco e vi que, já este ano, 240 personalidades assinaram uma carta para a RTP deixar de transmitir as touradas. Não critico isso, pois cada pessoa é livre de se manifestar sobre aquilo em que acredita. Também não sinto necessidade de assistir na televisão, pelo que me é indiferente. Figuras como o Nuno Markl ou o Pedro Teixeira assinaram esta carta.

Contudo, tentei pesquisar mais cartas que estas personalidades tenham assinado mas encontrei um vazio. Não vi ninguém a assinar cartas pelas mulheres no Afeganistão, pelo Novo Banco, pelos baixos ordenados que temos em PT, por Pedrogão, por sermos dos Países mais corruptos da UE, pela falta de computadores nas escolas, pela Caritas, pelo LFV, pela falsificação de CV’s, pelos preços absurdos dos combustíveis, pela falta de justiça no nosso País, pelos Vistos Gold, pelo caso Freeport e podia continuar até não ter mais espaço para escrever.

Revoltam-se pelos touros mas depois vão jantar fora e comem um leitão, que é morto com 2 ou 3 meses pura e simplesmente para satisfação do Homem. E não julguem que terem um Pastor Alemão em 50m2 ou 3 hamsters numa gaiola é melhor. Sejam coerentes e sérios. Querem ser defensores dos animais, sigam toda uma linha de pensamentos e ações que justifica a vossa ideia.

Ou acham que 90% da carne que vocês comem é proveniente de animais que não sofrem?
Conclusão: é fácil criticar as touradas. É fácil colocar um post no FB ou no IG, numa vertente mais intelectual, para demonstrarmos que somos ativos e temos opinião. Escolhem um alvo fácil, mesmo que seja o menor dos problemas. Puxem um bocadinho + por vocês e entendam que uma tourada tem influencia 0 no Mundo.

Foi só uma opinião neutra, de alguém que não é aficionado mas que tem dois dedos de testa para tentar perceber o porquê das touradas existirem e que, provavelmente, voltará a assistir a uma”.

Homem não aficionado escreve no Facebook carta emocionante a defender as touradas, mostrando que não é preciso ser aficionado para aceitar uma tradição tão portuguesa como esta. 

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