Tras lo de Lisboa) Interesantísimo tercio de quites protagonizado por los maestros Tapada y Caldeira en la "plaza de Facebook"


A propósito de lo sucedido este jueves en Lisboa, Campo Pequeno y sus alrededores, el veterano crítico y escritor taurino, Joaquim Tapada, escribió en las redes sociales lo siguiente :

"Um aproveitamento cretino e aldrabão dos pro-galgos do João Moura, cujo processo está a seguir os seus trâmites e ainda se tem de saber para onde foram e a quem foram vendidos alguns dos valiosos galgos de raça de João Moura, teve como finalidade as organizações animalistas (sustentadas por quem?) manifestarem-se contra a corrida de toiros. Este foi o único objectivo. Tudo o resto são tretas... 
É claro que os Toiros vão continuar por muitos e muitos anos, se Deus quiser. As Sampaios, as Reais, os Silvas e quejandos hão-de morrer e a corrida de toiros irá prosseguir, tal como a caça, o hipismo e outras actividades culturais populares com animais. 
Mas, o que confrange são algumas estações que não se dignam mostrar aos milhões de aficionados pelo país as excelentes corridas do Campo Pequeno, Estremoz, Reguengos, Figueira da Foz, Caldas da Rainha, Nazaré, Vila Franca de Xira, Moita, Alcochete, Coruche, Azambuja, Arruda, Garvao, etc etc e não vi no interior destas praças uma única câmara de TV... Ontem já não aconteceu o mesmo...Cheirava-lhes a confrontos e a ofensas aos aficionados. Mas estes desprezaram os antis ,tal como as televisões presentes. Os aficionados habituaram-se a respeitar as pessoas de carácter.
Viva a Festa de Toiros. Vivam os artistas e ganadeiros. Vivam os campinos e vivam os toiros!" (

Joaquim Leopoldo Ferreira Tapada)


Colocado así el toro en suerte con este excelente quite del maestro Joaquim Tapada, tomó su capote el también maestro Raúl Caldeira, citó de nuevo al toro y... apuntó este su quite tan interesante también :

"Á margem de todas as polémicas permita-me meu Caro Joaquim Leopoldo Ferreira Tapada que faça um breve comentário, muito pessoal, ao seu post. 
Quem, em algum dia, não foi mourista? Aqueles finais dos anos 70 e princípios dos anos 80 não houve, certamente, quem não se empolgasse com o novo toureio de proximidade, emotivo, da dupla Moura/Ferrolho. 
O toureio a cavalo estava com base em três ou quatro "pilares" Mestre Batista, Luís Miguel da Veiga, José João Zoio, Emídio Pinto... Moura veio quebrar os cânones e os triunfos além fronteiras, nomeadamente em Madrid, alavancou-o a figura máxima do toureio montado mundial. Ninguém o poderá negar! Ninguém! Quem não se recorda do dia histórico dos sete toiros em Santarém? Ou das encerronas em Lisboa? E dos mano a mano, um deles com Paco Ojeda no CP? 
O tempo foi passando e o que apenas toureava em monumentais ou praças de segunda categoria, cobrando o que nenhum outro havia cobrado, vê-se agora "obrigado" a tourear em praças de terceira e, por vezes, em desmontáveis. Quem diria?
Para além de toda a polémica de galgos e processo em tribunal, o que se passou ontem foi uma enorme propaganda ao toureiro João Moura e família, à festa dos toiros e ao Campo Pequeno. Isto já para não falar , para além do êxito artístico, do sucesso económico o qual, estou certo, tirou algumas "barrigas da miséria".
E pronto, foi isto. Disse!"


Estimulado por el excelente quite del maestro Caldeira, Joaquim Tapada volvió a echarse el capote al hombro, caminó hacia el toro de nuevo y... lanceando con garbo y verónicas, dijo :

"Meu caro Raul tem razão em quase tudo, mas fica uma questão. O Raul tão mourista esteve ontem no CP? Eu não estive porque considerava que as pérolas da corrida eram para os porcos que ficaram cá fora cercados pela polícia, quais talibãs".


En este que acabó siendo un mano-a-mano entre los dos maestros, de nuevo hubo turno para Caldeira, que lanceó ahora por chicuelinas para decir :

"Eu não disse que sou "mourista" e que, eventualmente sendo, me obrigaria a estar. Não. Não fui e cada vez irei menos. Já pouco ou nada me diz o "toureio" a cavalo praticado no nosso país. Tirando uma ou outra excepção, do muito que vi (em bom), muito pouco me motiva a sentar-me numa bancada. Começando pelos preços exorbitantes dos bilhetes, do gasóleo e da alimentação, cartéis repetitivos e sem inovação, touros bravos na raça mas mansos de comportamento, lides tiradas a papel químico na grande maioria sem conhecimentos do touro e dos terrenos... Nos tempos que correm... A "coisa" não está fácil".


Aún el maestro Joaquim Tapada echó mano de nuevo de su capote, instrumentó una serie por gaoneras, para sentenciar :
"Na miscelânea de razões que invoca o Raul tem muita razão: cartéis repetitivos, cavaleiros com pouca chama, toiros por vezes é, sobretudo, os preços das entradas. Um provinciano que venha a Lisboa com um filho ver uma corrida gasta, pelo menos: 15 euros de combustível, 50 a 60 euros de refeições e 75 euros em bilhetes ou seja à volta de 150 euros pelo menos! É difícil ser-se aficionado!
Eu sozinho sei bem quanto me custa em euros por corrida ser aficionado".


Fue ahí cuando el maestro Caldeira se desmonteró para corresponder al saludo que le había hecho el maestro Tapada :

"Ora vê como sabe, e bem, fazer contas? Essa é que é a realidade."


Fue tras ello, cuando el maestro Tapada y el maestro Caldeira invitaron al sobresaliente Ricardo Guerreiro Novais a protagonizar con aquel toro un último quite... Guerrero Novais se estiró, desplegó el capote y estuvo brillante por delantales, del modo que sigue :

"Mais uma razão bem válida para me indignar que a televisão de serviço público se permitir não transmitir corridas de toiros. É inaceitável tanta falta de respeito pelos milhares de portugueses aficionados, que por, diversas razões, não têm possibilidade de ir às Corridas"

En resumen : muy interesante tercio de quites al que hemos asistido en últimas horas en la plaza de Facebook y que ahora acabamos de transcribir para ustedes en la TRIBUNA da TAUROMAQUIA IBÉRICA. Aplauso cerrado para los tres intervinientes.


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